
A safra recorde de soja em 2009/2010 foi premiada com o clima excepcional das regiões produtoras neste ano, talvez o melhor dos últimos 10 anos. Nestas condições, as excelentes expectativas de resultados de produtividade para esse ano estão se confirmando. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa da safra é de 146,87 milhões de toneladas, o que significa um índice de 8,7% superior ou 11,7 milhões de toneladas a mais em relação à safra 2008/09. O destaque é para a produção de soja com 67,8 milhões de toneladas, que representa um aumento de 18,7% em relação à safra passada.
Para superar essas marcas, o emprego da tecnologia tem sido fundamental, sobretudo em conjunto com a aplicação de boas práticas agrícolas, incluindo o manejo integrado de pragas e o uso correto e seguro dos defensivos. Além disso, o produtor conta com o imponderável e o tempo nem sempre está a favor, esse é o momento apropriado para reflexões e ajustes. Diante disso, é recomendável que ele adote, cada vez mais, uma postura de empreendedor agrícola e siga as recomendações técnicas dos especialistas. O manejo correto das tecnologias, o acesso às informações e os serviços ofertados são procedimentos básicos capazes de garantir a produtividade ainda que o clima não seja favorável.
Algumas perguntas dos especialistas podem orientar esse exercício de reflexão:
1)As recomendações do engenheiro agrônomo foram seguidas com rigor? Ele foi sempre acionado nos momentos de dúvida?
2)A rotação de culturas foi implementada?
3)O cultivar escolhido era adequado às condições agrícolas?
4)A época de plantio era adequada a melhor performance do material selecionado?
5)A correção do solo foi feita de maneira completa?
6)A formulação do adubo de base estava correta? Houve excesso ou sub-adubação?
7)Os equipamentos usados no plantio estavam regulados?
8)Os produtos usados no plantio eram os mais eficazes?
9)O manejo no campo foi adequado?
10) O intervalo entre as aplicações era o recomendado?
11)A primeira aplicação foi no momento correto?
12)As doses dos defensivos agrícolas seguiam as orientações corretas de uso?
13)As aplicações levaram em consideração os fatores climáticos, bem como intervalo mínimo entre a aplicação inicial e as aplicações posteriores às chuvas?
14)O pulverizador estava bem regulado? Os bicos estavam novos e adequados ao fungicida que estava sendo aplicado? O volume de calda era suficiente?
15)As ervas daninhas, pragas e doenças foram submetidas ao manejo adequado?
16)Os cuidados para combater a Ferrugem, que é a mais severa, foram observados?
17)As visitas dos técnicos tiveram um caráter mais preventivo ou se limitaram a “apagar incêndios” depois que a doença já estava instalada?
Os especialistas alertam ainda que os custos com tecnologias adequadas e doses corretas de aplicação são irrisórios quando comparados ao prejuízo que doenças como a Ferrugem pode acarretar.
O produtor pode aproveitar o final desta safra e fazer um balanço junto ao seu agrônomo, pois esses ajustes poderão garantir alta produtividade e bons resultados independentes do humor de “São Pedro”.