Devido aos diversos problemas ambientais que afetam o planeta, causados pela emissão de gases estufa, poluição e produção excessiva de lixo, muitas empresas têm buscado, através da conscientização, medidas para combater a degradação levando em consideração a sustentabilidade. São criados diversos programas que buscam justamente diminuir os impactos ambientais através de ações que envolvem diversas parcelas do agronegócio. Um desses programas é o chamado Do Campo ao Mercado. Segundo Gabriela Burian, líder de sustentabilidade da Monsanto, com esse programa, a empresa estabeleceu, em 2008, o objetivo de produzir mais, conservar mais e ajudar a melhorar vidas.
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— Nesse sentido, iniciamos nosso trabalho para que pudéssemos, junto com a sociedade, medir como faremos uma produção maior e, ao mesmo tempo, trabalhar para que a conservação seja entendida pelos outros países, mostrando que estamos fazendo nossa parte — afirma a líder de sustentabilidade.
Considerando esse panorama, foi proposto ao Instituto do Agronegócio Responsável (Ares) que abraçasse a causa, chamando todos os setores da cadeia do agronegócio brasileiro, ou seja, do campo ao mercado. O objetivo é medir a redução do uso de recursos naturais na agricultura brasileira para cada um dos principais produtos, como soja, milho e algodão.
— A Embrapa assinou oficialmente a participação nesse projeto. Estamos conversando também com o pessoal da Agência Nacional de Água (ANA) para promover a medição de água na agricultura brasileira. Isso porque a agricultura ainda não apresenta dados certos de como trabalhar com a água — explica Gabriela.
Para ela, o objetivo final é entender como está a agricultura brasileira em termos de dados para que as empresas possam se posicionar e tomar as medidas adequadas. Além do programa Do Campo ao Mercado, ela conta que a empresa realiza parcerias, como o Empresas Pelo Clima, um grupo de 30 empresas cujo objetivo é buscar políticas para a questão climática e faz parte do Conselho Empresarial Brasileiro Para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) .
Ainda de acordo com Gabriela, o Brasil está se posicionando de maneira significativa quando o assunto é a economia de baixo carbono, por exemplo. Ela explica que o governo brasileiro também está interessado em avançar nessa área.
— Nosso pessoal de fornecimento realiza diálogos de sustentabilidade com os fornecedores. Com isso, conseguimos estabelecer uma capacitação junto aos fornecedores e mostrar que estamos caminhando para que a questão da sustentabilidade faça parte do processo de escolha desses fornecedores. Então, observamos o processo produtivo daquilo que é vendido para a Monsanto — conta.
A líder de sustentabilidade ressalta ainda outras formas de ações sustentáveis, como uma parceria com caminhoneiros para que eles mitiguem o CO2 produzido ao longo da trajetória de transporte, o monitoramento da água e a reutilização de embalagens de agronegócio.
— Essas ações trazem benefícios de diversas formas. Um deles é levar o conhecimento. Isso porque, muitas vezes, o produtor não sabe como começar uma ação sustentável. É importante ressaltar as parcerias na busca pela sustentabilidade. A melhor maneira de ser sustentável é trabalhar em parceria. Esse país pode produzir e conservar, ajudando a melhorar vidas e sendo parte da solução no mundo de forma significativa — diz Gabriela.
Para mais informações sobre o Fórum Contexto Ambiental & Agronegócio, basta acessar o site www.diadecampo.com.br/forumsustentabilidade.

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 28/06/2011