A lagarta da soja possui um vírus chamado Baculovirus anticarsia, também chamado de vírus da poliedrose nuclear que é altamente infectivo e letal. Ao ingerir as folhas contaminadas com o vírus, a lagarta fica infectada apresentando movimentos lentos. Após sete dias de infecção a lagarta morre, ficando presa à planta pelas falsas pernas. A Fundação MS recomenda que o baculovírus deva ser aplicado quando forem encontradas 40 lagartas pequenas (no fio) ou 10 lagartas grandes (maiores que 1,5 centímetro) e 30 pequenas por pano-de batida.
Segundo os pesquisadores, também é recomendado o produto biológico baseado na bactéria Bacillus thuringiensis que possui toxinas que paralisam o intestino da lagarta.
Quanto aos fungos, o Nomurae rileyi ataca a lagarta-da-soja e prevalece durante os períodos de alta umidade relativa, o que torna desnecessária a aplicação de outras medidas de controle. Alguns estudos já realizados apontaram que produtos como Sportak, Kumulus e Ópera entre outros afetaram o fungo N. Rileyi. Já produtos como Previcur, Paralisade, Derosal, Aliette preservaram o fungo.
Nos experimentos, os pesquisadores comprovaram que para evitar surtos ou ressurgência de pragas é essencial a presença de fungos agindo como microbianos de ocorrência natural. A compatibilidade dos agroquímicos também pode auxiliar como agentes de controle, facilitando a infecção por fungos.