Percorrer todas as áreas de pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul, conversar com produtores, levantar os principais gargalos do atual modelo produtivo. Iniciada em fevereiro e concluída na semana passada, essa foi a rotina do pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Armindo Kichel, especialista da área de pastagem, que percorreu nos últimos seis meses mais de 200 propriedades de pecuária de corte e leite.
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O tour fez parte do Programa Mais Pastagem, e credenciam Kichel, responsável técnico do projeto, a traçar um verdadeiro raio-x da atividade. Em entrevista concedida ao Portal Dia de Campo e com observações tão objetivas quanto contundentes, ele aponta uma a uma onde estão as principais falhas dos pecuaristas e o que precisa ser feito para melhorar (ouça a entrevista).
O Mais Pastagem é uma iniciativa do Senar de Mato Grosso do Sul, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul) e da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar). Tem como objetivo incentivar a troca de informações entre produtores e técnicos para se diminuir o problema acarretados pelos mais de 9 milhões de hectares degradados, dos 18 milhões ocupados atualmente com pastagem no estado.

A tendência é de que esse número aumento, gerando perdas produtivas, econômicas e ambientais crescentes. Segundo o programa, nos próximos 10 anos, a perda refletida na produção de carne em função da degradação das pastagens deve chegar a 40%.
Mais informações podem ser obtidas junto à Embrapa Gado de Corte, no site www.cnpgc.embrapa.br ou em www.senarms.org.br/programas_e_projetos/mais_pastagem, site do Senar MS.