Os percevejos podem causar danos às plantas de soja desde o início da formação das vagens até o período de maturação fisiológica. Em artigo publicado, a Fundação MS descreve a atuação desses insetos da seguinte forma: eles sugam a seiva nos ramos, hastes ou vagens, injetam toxinas e inoculam fungos que provocam manchas nos grãos.
A principal consequência é a retenção foliar, possivelmente associada ao desequilíbrio do ácido indolacético na planta, que pode ser causada pelas três espécies de percevejo: P. guildinii, N. viridula e E. heros. A intensidade da retenção depende do nível de infestação e do estágio de desenvolvimento da planta durante a infestação. Estudos mostraram que o ataque de P. guildinii é o que causa maior retenção foliar nas plantas, enquanto E. heros causa a menor retenção.
As plantas atacadas severamente por percevejos em estágios críticos de desenvolvimento geram vagens chochas ou mal formadas e apresentam carga reduzida de vagens. Para compensar esse problema, segundo o artigo, a planta continua vegetando e pode apresentar uma segunda florada, normalmente infértil, que causa retenção foliar por não demandar produtos da fotossíntese.
Ataque nas vagens
A Fundação MS indica que quando o ataque a percevejos ocorre nas vagens, as perdas podem atingir valores superiores a 30%. Quando o ataque ocorre em vagens em formação, ocorre o surgimento de vagens chochas, secas ou sem formação de grãos. Se os alvos forem vagens em fase de granação, podem surgir deformações, murchamentos e manchas nos grãos, que têm o teor de óleo reduzido e perdem valor comercial. As sementes podem ter queda no vigor e as perdas no poder germinativo das sementes podem ultrapassar 50%.
Ataque nos grãos
O ataque nos grãos resulta na perda da qualidade de grãos e sementes, sobretudo pela inoculação do fungo Nematospora corylii, causador da mancha-de-levedura ou mancha-de-fermento. Tais manchas são induzidas principalmente pelas espécies N. viridula e P. guildinii. O efeito da alimentação por sugadores de sementes causa morte dos embriões e enfraquecimento das sementes, que perdem germinação e vigor. Outras consequências diretas são: reduções no número de sementes produzidas, alteração na composição química e introdução de patógenos.
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