Buscar respostas científicas que legitimem o pinhão manso como matéria-prima para a produção de biocombustíveis. Este é um dos maiores objetivos da Embrapa Agroenergia, que vem estudando a torta do pinhão manso na área de co-produtos. Uma ação que viabiliza economicamente a cultura é a destoxificação da torta, um dos principais objetivos dos pesquisadores. Para isto, parcerias internas e com instituições externas visam resolver o problema da toxidez e diminuir riscos de impactos ambientais.
A torta constitui um excelente adubo orgânico, rico em nitrogênio, fósforo e potássio. Porém, testes com animais bovinos comprovaram a toxicidade do produto devido à presença de forbol nos grãos. A pesquisadora responsável, Simone Mendonça, explica que uma das estratégias seria desenvolver processos que destruam os componentes tóxicos da torta:
— Avanços nesta área já têm ocorrido. No entanto, não existe nenhum processo comprovadamente eficiente publicado ou patenteado até o momento. Para nós, este é um grande desafio de pesquisa — aponta.
Simone lembra que embora o éster de forbol seja o principal componente tóxico da torta, ele funciona como um indicador. A sua presença pode indicar se uma variedade é tóxica ou não, mesmo que outros fatores alergênicos e antinutricionais estejam presentes. Com o propósito de ampliar a base genética, a instituição está firmando parcerias com instituições do México e de outros países da América Central para que programas de melhoramento genético sejam incorporados. Iniciadas em setembro de 2008, as pesquisas desenvolvidas serão concluídas no final de 2010.