A possibilidade de produzir biodisel a partir do pinhão manso suscitou novas perspectivas no meio científico, mas os produtores se deparam com uma dificuldade cada vez maior de identificar e controlar as pragas da cultura. Para reverter esse quadro, o pesquisador Harley Nonato de Oliveira, da Embrapa Agropecuária Oeste, realiza uma série de pesquisas sobre as principais pragas do pinhão manso e as formas adequadas de manejo.
O trabalho está na fase inicial, com os objetivos de identificar as pragas e avaliar a distribuição temporal e vertical, visando subsidiar amostragens de ácaros e insetos para determinar o manejo coreto. O estudo já diagnosticou duas situações no campo: plantas que apresentam amarelecimento das folhas com posterior necrose das bordas para o meio, culminando na queda, e folhas apresentando rugosidade, também com posterior queda. Plantas que possuem esse tipo de sintoma têm o desenvolvimento e a produção comprometidos.
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O objetivo é identificar |
— Os primeiros resultados apontaram que a colonização da cigarrinha verde inicia no final do ano e apresenta maiores populações nos primeiros meses do ano seguinte. A pesquisa visa também verificar o efeito de diferenças climáticas na incidência desse inseto, pois em regiões onde o período outono-inverno é mais quente e chuvoso as plantas permanecem enfolhadas e essa permanência ou não das folhas na planta pode afetar a incidência dos insetos na cultura. O objetivo final é que o produtor saiba quem é o principal alvo, as épocas de ocorrência, o local onde se dá o ataque e os métodos de monitoramento — explica o pesquisador.
Os experimentos são feitos em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul, para observar as influências de variações climáticas nessas incidências de pragas. Plantas das diferentes unidades experimentais são coletadas e amostradas através da avaliação e contagem direta de insetos e ácaros presentes nas folhas do pinhão manso e em armadilhas adesivas que são instaladas na cultura.
O projeto é uma parceria entre a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT).
