Pesquisador da Embrapa pretende decifrar relógio biológico da soja

O pesquisador Alexandre Lima Nepomuceno, da Embrapa Soja, foi selecionado para representar a Embrapa no Laboratório Vitual da Embrapa (Labex EUA Biotecnologia Vegetal) na Califórnia

Embrapa Soja
Soja

O pesquisador Alexandre Lima Nepomuceno, da Embrapa Soja, foi selecionado para representar a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, no Laboratório Vitual da Embrapa (Labex EUA Biotecnologia Vegetal), entre 2011 e 2013.  Nepomuceno irá desempenhar suas atividades na Bekerley Universidade da Califórnia, especificamente no Centro de Expressão de Genes em Plantas, do ARS/USDA, que é responsável por analisar a expressão de genes em plantas e suas respostas relacionadas a desenvolvimento e estresses ao ambiente.

O pesquisador brasileiro irá desenvolver estudos sobre os ciclos circadianos da soja, o que está relacionado ao ciclo biológico da planta (em 24 horas) e sua influência pela luz solar. “Queremos entender melhor o funcionamento dos relógios moleculares que regulam a atividade da planta e como a soja responde à seca, alagamento, ataque de insetos, entre outros estresses”, diz. “Compreender a interação desses genes de resposta é importante para desenharmos estratégias de engenharia genética e limitarmos a ação de estresse que causam prejuízos à soja”, explica Nepomuceno.

Segundo ele, o Labex EUA deve promover a cooperação técnica, traduzindo a excelência de conhecimentos técnicos da Embrapa na agricultura e na pesquisa biológica. “A parceria não é apenas estratégica, porque EUA têm uma das comunidades científicas mais dinâmicas do mundo, mas também porque o Brasil e os EUA têm uma estreita ligação em pesquisa agropecuária. Os dois países têm muitos pontos de vista semelhantes em termos agrícolas e ambientais que podem ser usados para resolver problemas comuns”, explica Nepomuceno.

Sua missão envolve o desenvolvimento de estratégias de trabalho para promover a colaboração entre a Embrapa e cientistas dos EUA com o objetivo de alertar os pesquisadores brasileiros para inovações. “Pretendemos promover a investigação que estreita a distância entre os estudos básicos, a solução de problemas e o desenvolvimento de produtos”, relata.

Além disso, Nepomuceno tem a responsabilidade de auxiliar em uma iniciativa inédita em cooperação científica internacional. Trata-se da formação de “clusters” de pesquisa, ao colocar seus pesquisadores seniors, vinculados a seu Laboratório Virtual nos Estados Unidos (Embrapa Labex EUA) para liderarem grupos de cientistas brasileiros em doutorado e pós-doutorado.

Entre os cientistas encontram-se não apenas pesquisadores da Embrapa, mas também de universidades brasileiras, beneficiados por bolsas concedidas pelo CNPq especialmente para essa iniciativa. Em 2010 foram aprovadas 13 bolsas para os EUA na chamada CNPq-Labex. O apoio regular para atuação no exterior de outras instituições, como a Capes, também contribuirão para a iniciativa.