Lideradas pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), ligada ao Ministério da Agricultura, as pesquisas sobre a origem botânica da própolis vermelha originaram os experimentos com a Dalbergia frutescens (rabo-de-bugiu), no Sul da Bahia. O pesquisador Ediney de Oliveira Magalhães revela que a planta transpira a resina por meio de pequenos furos causados por um besouro. Além da testagem laboratorial para identificar a espécie do Coleóptero, a equipe avalia a viabilidade de substituir ação do inseto por perfurações mecânicas.
|BARRA_AUDIO|
Com aptidão terapêutica, propriedades anticancerígenas, antioxidantes, anti-inflamatórias e rica em flavanóides, a própolis vermelha desperta interesse em países orientais, principalmente empresas farmacêuticas Japonesas. Porém, a demanda é muito superior à disponibilidade de venda da substância.
— Essa situação acarreta a elevação do valor de mercado. A variação de preço em relação à própolis comum é de R$ 60 para R$ 500. Essa realidade está provocando uma corrida dos produtores para começar a produção — explica o engenheiro agrônomo.
De acordo com Magalhães, as informações obtidas com o desenvolvimento das mudas observadas no Centro de Pesquisa do Cacau, aliadas ao desempenho das perfurações conduzidas em áreas de vegetação natural, no entorno dos manguezais, indicam resultados preliminares bastante animadores.
— Mesmo sem termos chegado a uma conclusão, notamos a presença de abelhas visitando as perfurações mecânicas. Elas aproveitam a resina vermelha para proteção das colméias. A consolidação desse processo com certeza vai aumentar o desempenho vegetal, gerando retorno econômico direto — diz ele.
No entanto, o pesquisador enfatiza que os produtores devem aderir à cultura, considerando sempre a importância dos plantios já estabelecidos, como o pólen regional. É fundamental não deixar totalmente as atividades tradicionais, porque ainda é cedo para aferir o potencial mercadológico da própolis vermelha daqui pra frente.
![]() |
"Variação de preço |
