Pesquisadores monitoram pragas do pinhão manso

Trabalho da Embrapa Rondônia vai indicar época de ocorrência, dinâmica populacional e forma de ataque de cada praga

Pedro Zuazo
Manejo

Um trabalho de monitoramento das pragas do pinhão manso, realizado pela Embrapa Rondônia desde setembro do ano passado, vai gerar informações que serão valiosas para o produtor no momento de adotar medidas de controle. O objetivo da pesquisa é indicar a época de ocorrência, estudar a dinâmica populacional e esmiuçar a forma de ataque de cada praga. Apesar de o pinhão manso já ser estudado em outras regiões e por outras entidades, a iniciativa é inédita no Estado de Rondônia.

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O monitoramento é feito especificamente com quatro principais pragas da cultura: o percevejo, o ácaro-branco, o ácaro-vermelho e a cigarrinha verde. O percevejo é um inseto vermelho com manchas pretas ou preto com manchas vermelhas que ataca diretamente os frutos, prejudicando o desenvolvimento das sementes. A ocorrência do percevejo é maior nos meses de março e abril.
Os dois ácaros monitorados pela pesquisa, conhecidos como ácaro-branco e ácaro-vermelho, são caracterizados por se alimentarem das folhas da planta, deixando-as com aspecto enrugado. A presença da praga foi encontrada em 70% das plantas amostradas. As folhas também são o alvo da cigarrinha verde, um inseto que mede quatro milímetros e suga a seiva das plantas jovens injetando toxina nas folhas.
De acordo com o entomologista José Nilton Medeiros Costa, pesquisador da Embrapa Rondônia, as informações geradas pelo monitoramento vão gerar informações essenciais para a tomada de decisão do produtor.
— É importante intervir antes que a praga comprometa a lavoura e prejudique a produtividade.Com as informações geradas pelo monitoramento, o produtor poderá determinar o momento ideal para agir e durante quanto tempo a medida de controle deverá ser utilizada — explica.