"Documentos 232" da Embrapa Cerrados traz os principais resultados das pesquisas em manejo e fertilidade do solo realizada na safra 2007/2008 no Oeste da Bahia com a cultura do algodoeiro. Pela pesquisa nota-se que há possibilidade de redução das doses de potássio a partir do conceito de reposição, em que se aplica a quantidade que é exportada desse nutriente durante a colheita da cultura.
Os testes ainda confirmam que a aplicação de potássio em dose única pode ser tão eficiente quanto à parcelada, com vantagem de reduzir as operações no campo. Porém, com ressalva quando aos teores no solo forem baixos, exigindo-se doses elevadas, o parcelamento pode evitar perdas por lixiviação.
Tendo em vista o aumento no preço dos fertilizantes, o texto tem como objetivo contribuir para o uso racional dos insumos e manejo adequado dos solos daquele bioma, para garantia da lucratividade e sustentabilidade da cotonicultura no Cerrado do Oeste da Bahia.
Lançado em novembro de 2008, o trabalho é uma continuidade das pesquisas iniciadas na década de 1990, na busca de referências locais para a correção e adubação do solo pelos técnicos e produtores que atuam na região. Em sistemas de plantio Convencional, Direto e Integração Lavoura-Pecuária, o que se busca bases para o uso de calcário e gesso na incorporação de novas áreas e na manutenção das já corrigidas.
A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão e, segundo a pesquisa, o Oeste Baiano responde por 90% dos 298 mil hectares plantados na safra de 2007/2008.
Também participaram da pesquisa a Embrapa Algodão, Fundação Bahia, Fundeagro, EBDA, consultorias, produtores e empresas de produtos agrícolas. E os experimentos foram instalados em fazendas comerciais de algodão em Roda Velha, São Desidério e Correntina. Para saber mais informações sobre a pesquisa, consulte o Arquivo Anexado.