Pesquisas em fertilidade do solo para o algodão cultivado no Cerrado baiano

Pesquisas indicam a possibilidade de redução das doses de nitrogênio, fósforo, potássio e enxofre na produção de algodão no Oeste da Bahia

Rosália Silva
Manejo

Pesquisas indicam a possibilidade de redução das doses de nitrogênio, fósforo, potássio e enxofre, aplicadas pelos produtores de algodão no Oeste da Bahia, sem prejuízos à produtividade. Essa informação é da Embrapa Cerrado, publicada em Documentos 208.

A região do Oeste da Bahia é uma das maiores produtoras de algodão do País. E desde os anos 90 a Embrapa e a Fundação Bahia acompanham a produção, buscando manter a atividade econômica e ambientalmente viável. A correção e adubação do solo para a cotonicultura respondem por até 30% dos custos de produção, já que é uma planta com grande exigência nutricional.

Segundo os autores, por essa ser uma cultura que exige maior fertilidade do solo, muitas vezes tem levado a exageros no uso de fertilizantes na região pesquisada. Os dados são da safra 2006/2007, em que os solos apresentaram boa produtividade pela análise feita.

A pesquisa mostra, também, que o produtor deve levar em conta a análise de solo e  plantas para a recomendação de fertilizantes, pois a falta de resposta em produtividade às doses de nutrientes aplicadas, principalmente nos ensaios com fosfóro, potássio e enxofre, evidencia que essas ferramentas são suficientes para a tomada de decisão.

Para a Embrapa e os parceiros nesta pesquisa, agindo dessa forma, o risco e o custo com adubação pelos cotonicultores do Oeste da Bahia podem ser consideravelmente reduzidos, aumentado o lucro e a competitividade da atividade na região.

Outra consideração feita é ser irrelevante para o solo com fertilidade já corrigida em fósforo a forma de aplicação, seja sulco ou sem incorporação. Além disso, há possibilidade de aplicação de doses únicas de nitrogênio e potássio, mesmo em condições de solo mais arenosos, como os que predominam no Oeste da Bahia.