A UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) fabrica a “vacina” utilizada no tratamento da pitiose equina. De acordo com o professor Jânio Santurio, apesar de o Pantanal ser considerado a maior área de ocorrência da doença no Brasil, o Estado que mais adquire as vacinas Pitium Vac é o Maranhão, seguido de Rondônia e Pará. “A baixada maranhense tem áreas de pântanos com muitos problemas”, afirmou o professor.
Jânio e outros professores de universidades Públicas estiveram na Embrapa Pantanal nos dias 15 e 16 para avaliar a possibilidade da Embrapa Pantanal retomar os trabalhos com pitiose equina, formando um grupo de pesquisa com essas instituições.
Atualmente a vacina não é exportada porque a universidade não tem como entregá-la em outros países. Mas existe potencial para que seja usada em países onde ocorre a enfermidade, como Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Haiti, Panamá, Nicarágua, EUA (Flórida, Louisiana, Mississippi e Texas), Índia, Indonésia, Japão, Nova Guiné, Nova Zelândia, Coréia e Tailândia.
A compra está totalmente informatizada há dois anos. Pelo site www.pitiose.com.br o Lapemi (Laboratório de Pesquisas Micológicas) da universidade recebe os pedidos e organiza as entregas. Também é possível realizar a compra por telefone (55) 3220-8906. Jânio lembra que a venda da vacina não tem fins lucrativos. Tudo o que é arrecadado é revertido para novas pesquisas relacionadas à doença.
A Pitium Vac foi desenvolvida em parceria com a Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Na década de 1990, os estudos em cavalos foram desenvolvidos na fazenda Nhumirim, campo experimental da Unidade, localizado no Pantanal da Nhecolândia. (Ana Maio)