Pêssego bicolor pode ser opção para regiões menos frias

Floração precoce do pêssego Zilli pode ser indicativo de que variedade não requer regiões muito frias para produzir

Marcelo Pimentel
Fruticultura

Apresentada oficialmente ao mercado no último Congresso Brasileiro de Fruticultura que ocorreu em outubro, a Zilli, nova variedade de pêssego da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri possui duas características bem marcantes. A primeira é a peculiaridade de possuir polpa com duas cores: amarela com faixa branca. A segunda, ainda em fase de avaliação por parte do órgão de pesquisa, é a possível viabilidade de plantio em regiões mais quentes.

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De acordo com o pesquisador Marco Antonio Dalbó, da área de Melhoramento Genético em Fruticultura, da Estação Experimental da Epagri em Videira, SC, a Zilli apresenta uma floração mais precoce que outras variedades, o que pode significar uma necessidade menor que as 200 horas de frio exigidas por algumas cultivares de pêssego.

Polpa com duas cores é peculiaridade da variedade Zilli, que é uma mutação da cultivar Chimarrita

Segundo ele, a se confirmar essa característica, o novo pêssego que é uma mutação de outra variedade lançada pela Embrapa, a Chimarrita, pode ser uma opção de cultivo para regiões em que a fruta não é uma opção de diversificação em função do clima. Seu potencial produtivo também acompanha o da Chimarrita, ficando acima das 30 toneladas por hectare.

Segundo Dalbó, nova variedade supera a produtividade média de 30 toneladas por hectare

Vale ressaltar que a avaliação em regiões mais quentes ainda está sendo feita e deverá ser concluída em até 3 anos. No entanto, as mudas da Zilli já serão comercializadas para o próximo ano e plantio ocorre durante o inverno. Ouça a íntegra da entrevista exclusiva com o pesquisador e saiba todos os detalhes da variedade Zilli. Para mais informações, entre em contato com a Epagri através do e-mail [email protected] ou pelo telefone: (49) 3566-0054.