Plano ABC discute ações para recuperação de pastagens degradas no Tocantins

Ascom Seagro
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Representantes de instituições estaduais e federais, que atuam em prol do agronegócio tocantinense, se reuniram na manhã desta terça-feira, 22, para iniciar as discussões do planejamento das ações do Plano ABC - Agricultura de Baixa Emissão de Carbono - a serem executadas no Estado. Durante o evento, haverá palestras, oficinas e eixos temáticos voltados para as ações do Plano ABC e seus respectivos planos para o Tocantins.

O evento que acontece até à tarde dessa quinta-feira, 24, no Campus II na Faculdade Católica, em Palmas, foi elaborado pelo GG/ABC-TO - Grupo Gestor do Plano no Tocantins. Participaram da abertura, o superintendente Federal da Agricultura, Jalbas Manduca, a presidente do Ruraltins, Miyuki Hiashida, o coordenador do GG/ABC-TO, Fernando Garcia, da Seagro - Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário.

A primeira palestra do evento foi apresentada por Edson Junqueira Leite, do Mapa, Ministério da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário. Na ocasião, o palestrante falou sobre a recuperação das pastagens Tocantins e afirmou que a meta é recuperar 15 milhões de pastagens em todo Brasil, até 2020. Dentre as ações apresentadas, estão a capacitação de produtores rurais, técnicos e o zoneamento das pastagens degradadas.

Em sua fala, a presidente do Ruraltins assegurou o compromisso do Governo do Estado, com o Plano ABC. “Sabemos que o Brasil assumiu compromissos com as Nações Unidas e o Tocantins quer implantar esses programas, porque teremos mais qualidade dos nossos produtos e um selo ambiental”, afirmou Miyuki, destacando ainda o potencial do agronegócio tocantinense.

Para Jalbas Manduca, o Tocantins saiu na frente de vários outros estados por já ter criado o grupo gestor do Plano ABC e já ter realizado oficinas para discutir a temática proposta. Segundo ele, apesar de o Governo Federal ter firmado o compromisso para implementar o Plano ABC, seu sucesso depende de uma ação orquestrada entre os diversos órgãos, sobretudo dos governos  estaduais.

Para coordenador Grupo Gestor, Fernando Garcia, que também é coordenador de Desenvolvimento Tecnológico da Seagro, as ações do Plano ABC têm metas e resultados que devem ser alcançados para que o Plano obtenha êxito. O sistema de plantio direto, recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio de florestas comerciais, fixação biológica de nitrogênio e o tratamento de dejetos animais, são algumas dessas metas.

Fazem parte do GG/ABC-TO, agentes dos ministérios da Agricultura (Mapa), do Desenvolvimento Agrário (MDA), Seagro –, Instituto Federal do Tocantins, Ruraltins, UFT – Universidade Federal do Tocantins, Unitins, Ruraltins, Faculdade Católica do Tocantins, Embrapa, Coapa, Senar, Sebrae, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Cooperativa Agroindustrial do Tocantins e OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras.

Plano ABC

Plano ABC foi criado pelo Governo Federal para atender aos compromissos voluntários assumidos na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), de redução significativa das emissões de gases de efeito estufa geradas pela agropecuária. O Plano pretende evitar a emissão de 165 milhões de toneladas equivalentes de CO2 nos próximos dez anos. No total, os projetos de investimento voltados a esses sistemas de produção já têm disponibilizados, via plano Safra, cerca de R$ 3,15 bilhões que poderão ser contratados nas agências bancárias, como taxa de juros de 5,5% ao ano, carência de até oito anos e prazo para pagamento de 15 anos.