Em 2009, o Brasil firmou um importante compromisso para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa. Durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, o País se comprometeu em reduzir voluntariamente entre 36,1% e 38,9% as emissões nacionais até 2020.
Para ajudar no cumprimento desta importante meta, o Governo Federal criou o Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), que por sua escala e complexidade é considerado o mais ambicioso do mundo para a mitigação de mudanças climáticas na agricultura.
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Até o momento, a recuperação de pastagens foi a área que recebeu maior investimento dentro da iniciativa, conforme explica Célio Porto, consultor do Observatório ABC, órgão responsável por monitorar e acompanhar a implementação do plano. O consultor também ressalta a importância da preocupação do Brasil com a questão ambiental:
“75% dos recursos tem saído para recuperação de pastagens degradadas, o que é ótimo porque melhora a produtividade animal nas áreas recuperadas e libera áreas para outras atividades, principalmente para o plantio de grãos. A gente considera que, a longo prazo, a tendência é que a agricultura no Brasil e no mundo todo seja uma agricultura ABC, isto é, de baixa emissão de carbono. Então essa iniciativa do Brasil, pioneira e de maior envergadura entre os países que têm agricultura forte, é muito importante para posicionar o Brasil como um país líder nesse processo e facilitar o comércio de produtos agrícolas nos mercados mais exigentes, principalmente naqueles que vinculam questões ambientais ao comércio”.
Além da recuperação de pastagens degradadas, o Plano ABC contempla ainda outros cinco eixos principais de atuação: integração lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta; fixação biológica de nitrogênio; sistema de plantio direto; tratamento de dejetos animais e florestas plantadas. Outras informações sobre o andamento das ações desenvolvidas no Plano ABC estão disponíveis no site www.observatorioabc.com.br.