Plantio Direto agroecológico em lavouras da Região Sul

A substituição do sistema de plantio trará diversos benefícios de ordem agronômica e econômica

Nivea Schunk
Agroecologia

A viabilização do Plantio Direto nas crescentes propriedades agroecológicas do sul do Brasil é o alvo do pesquisador Francisco Skora Neto, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Desenvolvida há cerca de 30 anos para controlar a erosão nas grandes propriedades, a técnica de manejo já está bastante difundida em outros segmentos da agricultura nacional.

Diversos benefícios de ordem agronômica e econômica justificam o investimento para substituir o plantio convencional pelo modelo menos invasivo, que promove conservação de umidade do solo, regulação de temperatura, aumento da matéria orgânica, melhoria na fertilidade e diminui o consumo de combustíveis.

Segundo Skora, mesmo considerada uma excelente opção para todos os tipos de cultivo em sistema sustentável, a ocorrência de plantas daninhas restringia o sucesso dos ensaios com as culturas do milho, soja e feijão

— O grande desafio era controlar a reinfestação. Tínhamos dados de que essas espécies eram muito longevas. Trabalhamos na estação experimental até descobrirmos que com a continuidade de retirada das plantas, em quatro ou cinco anos, a queda da população chega a até 95% — revela Skora.

Atualmente, os parâmetros necessários para implementar o Plantio Direto agroecológico estão estabelecidos. Além da utilização de adubos verdes que admitem controle mecânico, é fundamental que o terreno possua bom nível de fertilidade química, física e biológica. Há ainda a recomendação de evitar períodos de pousio na lavoura.