Como uma nova tecnologia do mercado, o plantio direto do arroz de terras altas em áreas velhas foi um tema muito discutido no “10º Dia de campo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta”, promovido pela Embrapa no dia 19 de março, em Santa Carmem, Mato Grosso. A nova técnica promete trazer lucratividade e superar a produção de 60 sacas por hectare. De acordo com o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão Tarcísio Cobucci, o plantio direto demanda alguns cuidados.
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– A volta do arroz na rotação com soja em plantio direto não é uma coisa fácil. Nós estamos pesquisando quais são os manejos para que possamos, a partir de agora, depois da entrada da soja pré-estabelecida, poder plantar o arroz em plantio direto – explica o pesquisador.
Por ser uma técnica relativamente nova, ele afirma que há a necessidade de se usar variedades adaptadas ao ambiente, além de cuidados com o manejo, principalmente quando o assunto é fertilizante nitrogenado. Deve-se ainda investir em variedades resistentes a herbicidas de ação total. Mas os cuidados devem começar antes mesmo do plantio.
– É necessário fazer a dessecação da área de forma mais antecipada, ou seja, uns 20 dias antes do plantio. Também é preciso estabelecer uma boa cobertura, utilizando a braquiária, o milheto ou a palha de soja, por exemplo, mas nunca a palha de milho e a palha de sorgo. Além disso, deve ser feita a antecipação da aplicação do nitrogênio – orienta Tarcísio.
Já em relação a pragas e doenças, não existe muita diferença entre esse tipo de plantio e o convencional. Mas Cobucci chama a atenção para o problema das pragas, como o cupim, que ataca mais as culturas de plantio direto, já que é uma praga do solo.
– Portanto, a recomendação é a realização do tratamento de sementes como prevenção contra o cupim – diz.
Para mais informações sobre o plantio direto do arroz de terras altas em áreas velhas, basta entrar em contato com a Embrapa Arroz e Feijão através do número (62) 3533-2108.
