Há quase três anos, a Embrapa Agrobiologia começou a testar o Sistema Plantio Direto em hortaliças na região serrana do Estado do Rio de Janeiro e os resultados colhidos até agora foram muito satisfatórios. O sistema reduz os impactos ambientais, diminui em até 80% os riscos de erosão, aumenta a fertilidade, conserva o solo e corta gastos de produção. A produtividade não é alterada, se mantém nos mesmo níveis do sistema de plantio tradicional, mas os gastos são reduzidos porque quase não se utilizam máquinas e insumos.
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— Nós trabalhamos há três anos aqui em Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. No inverno, nós utilizamos aveia preta numa mistura de semente com ervilhaca na proporção de três aveia pra um de ervilhaca. Também usamos o plantio de tremoço. Na sequência, entrando na primavera, a gente tem usado o milho para a colheita de milho verde e depois o plantio de couve flor, para voltarmos a usar os adubos verdes de inverno — diz o pesquisador Renato Linhares de Assis, da Embrapa Agrobiologia, que explica o processo que está sendo realizado na região.
Assis diz que o Plantio Direto em hortaliças pode ser utilizado em várias regiões do país, desde que o produtor respeite as particularidades e a realidade do local, sabendo escolher que hortaliça e que planta de cobertura ele pode usar na sua região.
— Em uma outra área, nós temos feito a rotação com dois cultivos comerciais: a couve-flor e a ervilha. Começamos também com o cultivo da aveia preta no período de inverno para, em novembro, entrar com o cultivo da couve-flor, depois com o cultivo do milheto e, por último, a ervilha. A gente tem aproveitado para começar a semear a aveia ainda no final do ciclo da ervilha, porque quando acabar a colheita da ervilha a aveia já está semeada e, com isso, a gente ganha tempo — explica.