A Universidade Federal de Lavras (UFLA) desenvolveu um processo para retirar o cromo do resíduo da industrialização do couro, que pode ser usado para adubação. A limpeza do chamado pó de rebaixadeira de cortume é uma alternativa interessante aos aterros especiais a que são destinados tradicionalmente. Com a regeneração da parte sólida, o material rico em nitrogênio orgânico supera os fertilizantes nitrogenados comerciais em relação à absorção de micronutrientes.
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— Ao contrário da novidade que contém a substância na matriz proteica, reduzindo o número de aplicações de insumos, a amônia, por exemplo, é um composto volátil. Sendo assim, perde-se muito por evaporação, principalmente em climas quentes como o nosso — explica Luiz Carlos Oliveira, professor da UFLA.
Somados aos ganhos ambientais, o produtor rural terá a vantagem de manipular um fertilizante de liberação lenta, evitando também as perdas por lixiviação. A produção do resíduo é nacional e o derivado também está apto às lavouras de todo o Brasil. Luiz Carlos ressalta que ainda estão sendo feitos testes de manejo, mas até momento não há recomendações especiais para utilização.
— Alguns fatores ainda estão sendo observados, porém, as técnicas são as mesmas relativas aos outros produtos, como evitar uso excessivo para não haver contaminação de efluentes — afirma.
