Em regiões tropicais, a poda verde no GDC consta da desbrota e da desponta de ramos. A desbrota ocorre quando os brotos chegam próximo a 25 cetímetros. Seu objetivo é evitar o excesso de vegetação e de produção, uniformizar a distribuição dos brotos ao longo dos braços e proporcionar aumentos na penetração da luz entre as cortinas. Na desponta, os ramos voltam-se para o interior das cortinas e nos brotos pendentes quando se aproximam do solo.
Considerada uma prática onerosa, a desfolha na base dos ramos produtivos, após o pegamento dos frutos, traz melhoria na qualidade das uvas. Com isso, os pesquisadores orientam que a prática seja dispensada em sistemas de produção de uvas rústicas para processamento.
Em ciclos de poda curta, para a cultivar Isabel ou Isabel Precoce, procura-se ter um broto vigoroso por esporão. A Embrapa Uva e Vinho indica que seja oito por metro linear de braço (cordão), ou seja, 32 brotos por planta, proporcionando assim 52.800 varas por hectare. Já no ciclo de poda longa, deixa-se de dois a três brotos por vara.
Para as cultivares Isabel e Isabel Precoce, os pesquisadores estimam que para uma média próximo de 30 mil quilos por hectare, é necessário deixar 16 varas com dois brotos e outras 16 varas com três por planta. Isto resulta em 18,40 quilos por planta, o que corresponde a 30.667 quilos por hectare. No ciclo de poda longa, em outras cultivares rústicas, a desbrota deve ser feita de forma a regular a produtividade ao redor de 35 mil quilos por hectare, com base na fertilidade média de gemas (quinta a sétima) e peso médio dos cachos, específico para cada cultivar.