O Brasil é um dos maiores produtores de mamão do mundo, mas essa produção esbarra em algumas doenças, como é o caso da podridão-do-pé do mamoeiro ou podridão-das-raízes. Causado pelo fungo Phytophthora palmivora, a indicação é o combate com fosfitos, com resíduos orgânicos, a exemplo da cama de aviário, e com agentes de controle biológicos, como os fungos do gênero Trichoderma. Mesmo necessitando de estudos mais aprofundados, essas têm sido as metodologias mais indicadas.
A Embrapa Cerrados trouxe uma revisão com informações sobre o patógeno e sobre as diferentes alternativas para o seu controle, desde tratos culturais até transgenia. A instituição também aponta a necessidade de continuar os estudos sobre o sobre o mamão transgênico e o melhoramento da espécie, visando à resistência.
De acordo com Alexei de Campos Dianese, a produção de mamão em condições de viveiro, as medidas preventivas são a melhor forma de controle de doenças: a terra deve vir de área em que nunca foi plantada a fruta e sem ocorrência de P. palmivora em outros hospedeiros, o local deve ser ainda longe de pomares antigos e a irrigado com água de poços profundos.
No campo, deve-se evitar o plantio em solo mal drenado e em áreas cultivadas sucessivamente com mamoeiros, além de realizar-se pulverização em plantas com fungicidas à base de cobre ou metalaxil + mancozeb, que reduzem a incidência das doenças.
O estudo ainda mostra que, em cultivos contaminados com o patógeno, as perdas ficam em torno de 10%, mas em situações em que elevados índices pluviométricos, e temperatura entre 25°C e 30°C, as perdas podem chegar a 60%.