As áreas de cultivo de flores nas serras úmidas e de clima ameno no Ceará e a colocação da produção local de rosas no mercado internacional têm crescido, porém, a cultura esbarra no surgimento de patogêneses de vários fungos, especialmente os de solo.
No estudo da Embrapa Agroindústria Tropical, faz-se referência às ocorrências em dois municípios do Estado do Ceará de podridões em estacas de roseiras, de minirrosas e de mussaendra. E descreve as medidas adequadas para o controle dessas doenças.
Mais destrutiva, a Podridão-da-Estaca é causada por um fungo polígafo e cosmopolita. Pode afetar diferentes órgãos da planta e também ficar quiescente, comportando-se como um organismo endofítico nos tecidos vegetais. O controle dessa infecção é preventivo e se inicia antes da retirada das estacas, conforme recomendações. Qualquer estaca contaminada deve ser queimada longe da área de propagação.
Embora não seja comprovado, associa-se a veiculação deste patógeno pelo pó da casca do coco, usado como substrato para raízes. Até que se comprove, os pesquisadores explicam que é prudente substituí-lo pela casca de arroz carbonizada.
A Podridão-de-Rizoctonia está disseminada em solos agrícolas tropicais e subtropicais. Produz estruturas resistentes que permanecem nos substratos e reiniciam infecções em novos propágulos. As estacas de mussaendro têm sido afetadas pelo fungo R.solani. De difícil controle, o substrato contaminado deve ser eliminado e o novo, solarizado; além de outras recomendações de tratos.
Já o controle da Podridão-de-Cilindrocladium deve ser iniciado antes da retirada das estacas e as matrizes devem ser livres de infecções fúngicas. Além dos patógenos citados, a pesquisa também encontrou o fungo Colletotrichum gloeosporioides, e o Fusarium solani, em que se pode utilizar as medidas preconizadas anteriormente.