O aumento no preço do feijão e o incentivo do governo estadual para expansão da cultura, fez crescer a procura de informações dos agricultores roraimenses a respeito do feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.)Walp). O Estado de Roraima, no extremo norte do País, praticamente, importa todo o feijão que necessita para suprir a demanda interna.
Conhecido também por feijão regional, possui um cultura de ciclo curto e rústica, que desenvolve-se em solos de baixa fertilidade. O feijão-caupi é produzido por pequenos e grandes produtores mecanizados e também na integração lavoura-pecuária.
O estudo da Embrapa Roraima estimou os custos de implantação de sistemas lavoura-pecuária, apontado seus pontos fortes e as fragilidades. Sob plantio convencional, com aração e gradagem, no início do ano de 2008, após limpeza do terreno, foi realizado o plantio em 2,5 hectares na propriedade de Manoel Leopoldo Filho, de nome “Sítio Angico”, localizada na estrada do Bom Intento, Gleba Murupu, Lotes 83 e 84. Já o plantio aconteceu em 20 de julho, utilizando-se 30 quilos de semente por hectare, com espaçamento de 45 centímetros entre fileiras.
De acordo com os pesquisadores, a produtividade alcançada foi de 1.260 quilos por hectare de grãos secos, o dobro da média regional. Já o custo de implantação do sistema lavoura-pecuária e gliricídia de R$2.760,00, em que foram considerados os custos operacionais e não foram levados em conta custos de depreciação e da terra.
Logo após a colheita, o produtor soltou os ovinos para pastejar a resteva do feijão. De acordo com a pesquisa, por se tratar de uma lavoura de primeiro ano, entende-se que a correção do solo é outro ganho indireto para o segundo ano de plantio.
Também se ressalta que para pequenos produtores que não tenham condições de realizar colheita mecanizada, esses precisam ter atenção no período chuvoso, uma vez que a colheita deve ser efetuada no intervalo de 2 a 6 dias após o amadurecimento das vagens.