As zeólitas são usadas da construção civil a tratamentos médicos devido as suas características físicas e químicas. Na agricultura, desde 2002, a Embrapa Pecuária Sudeste iniciou o estudo dessa substância, com o projeto “Inovação tecnológica no uso de minerais industriais na agricultura”.
No mês de novembro de 2008, a instituição lançou o “Documentos 85”, que apresenta as principais características e propriedades de zeólitas naturais, especialmente para o uso na agropecuária.
Também conhecida como "pedra que ferve", este mineral é formado com base na precipitação de fluidos contidos nos poros, tal como nas ocorrências hidrotermais, ou pela alteração de vidros vulcânicos. Na natureza, as condições de temperatura, de pressão, de atividade das espécies iônicas e de pressão parcial da água são fatores determinantes na formação das diferentes espécies, como a Analcima, Chabazita, Estilbita, entre outras. São cerca de 50 tipos de zeólitas de ocorrência natural.
O estudo mostra que no Brasil não há histórico de exploração comercial dos depósitos naturais de zeólitas. Sendo que a maior reserva natural no País, e que tem potencial de aproveitamento econômico, localiza-se na bacia do Parnaíba, no Estado do Maranhão.
Em mistura com fertilizantes, elas podem funcionar no aumento da retenção de nutrientes e ainda melhorar a qualidade do solo por meio desse incremento da capacidade de retenção de nitrogênio, potássio, cálcio e magnésio, por exemplo.
Uma das últimas considerações do documento é que a continuidade dos estudos das zeólitas trará impactos ambientais positivos, pois haverá redução do custo energético não renovável de produção de fertilizantes e de insumos minerais, no decréscimo do custo energético com fertilizantes para a produção de alimentos, de fibras e de energia, e também na diminuição do potencial de poluição da água, do solo e do ar. Para mais informações sobre a utilização desse mineral na agropecuária, acesso o arquivo em anexo.