Nesta segunda-feira, 25, foi instalada oficialmente a primeira Unidade de Coordenação de Projetos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) no Brasil. O Paraná foi escolhido para sediar a unidade que vai responder pelos três estados do Sul. O escritório será instalado na sede do Instituto Emater, em Curitiba, e contará ainda com uma representação no Parque Tecnológico da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu. Caberá ao extensionista Carlos Antonio Ferraro Biasi, do Instituto Emater, responder pelo escritório.
A solenidade realizada na Seab, nesta segunda-feira, contou com a presença do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, e do diretor presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann. O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, na oportunidade destacou que trata-se de um momento histórico para a instituição e para os estados do sul do país. “Até hoje a FAO só tinha escritórios em capitais. Esta é uma experiência piloto que pode ser levada para outros estados do Brasil”, afirmou Bojanic. Ele observou que o objetivo da unidade é levar para outros estados e países os projetos bem sucedidos executados nos três estados da região Sul. Bojanic lembrou os trabalhos de manejo de solo e água, a experiência do cooperativismo e os projetos de segurança alimentar que conseguiram bons resultados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e podem ser multiplicados em outras regiões e países.
O secretário Norberto Ortigara, observou que a escolha da região para o investimento da FAO está relacionada à importância agrícola do Paraná e às experiências positivas que o estado executa no desenvolvimento sustentável. Segundo o secretário, o Paraná tem boas parcerias entre os governos estadual e municipal, além das ONGs, que tornam possível a inclusão social e oportuniza o acesso aos alimentos por parte da população carente. Durante a solenidade o secretário Nacional da Agricultura Familiar, Valter Bianchini, ressaltou que a idéia de um escritório da FAO no Paraná é antiga e é fruto da união dos esforços municipais, estaduais e federais. Segundo ele, o Paraná é um laboratório a céu aberto, com experiências que podem ser aplicadas em outros países, como o cooperativismo e as compras institucionais que hoje fornecem alimentação a escolas e instituições de assistência social.
Carlos Ferraro Biasi que vai responder pela unidade da FAO em Curitiba, explicou que o escritório pretende identificar e cadastrar as experiências que existem nos três estados da Região Sul do país. “Vamos trabalhar para que esses projetos sejam ofertados para outros países da América Latina e da África. Também há a possibilidade de intercâmbios para capacitação de técnicos de outros países. O Parque Tecnológico de Itaipu vai oferecer a possibilidade de aprendizagem presencial e à distância”, concluiu. Para Biasi, a escolha do Paraná se deveu ao bom relacionamento do Paraná com a FAO, além dos resultados de trabalhos executados no estado como o Água Boa, desenvolvido pela Itaipu Binacional, ou na área de segurança alimentar. Ele acrescentou ainda que a unidade deve concentrar esforços nos trabalhos de sanidade animal e vegetal, energias renováveis, agricultura familiar e preservação dos recursos naturais.