Praga ameaça produção frutífera nacional

As ações de prevenção e controle para evitar a disseminação da praga são diversas e várias medidas devem ser tomadas preventivamentede

Redação
Fruticultura

Dentre as pragas que prejudicam a produção de frutas brasileiras, estão as moscas-das-frutas ou tefritídeos, um dos grupos de insetos mais prejudiciais à agricultura mundial.

No Brasil, as espécies de moscas-das-frutas consideradas de importância econômica pertencem principalmente aos gêneros Anastrepha, Ceratitis e Bactrocera. Dentro deste último gênero, há a Bactrocera carambolae, conhecida como mosca-da-carambola.

A mosca-da-carambola é uma praga que pode atacar potencialmente no País diversas espécies de fruteiras, pois tem como hospedeiros primários a carambola, a goiaba, a manga, a maçaranduba, o sapoti, o jambo vermelho e a laranja caipira ou da terra. Como hospedeiros secundários, estão listados caju, jaca, acerola, gomuto, abiu, laranja doce, pomelo, tangerina, fruta-pão, pitanga, tomate, bacupari, cajá ou taperebá, jambo branco e rosa, jambo d’água, jujuba, pimenta e amendoeira.

Apesar das ações de erradicação, B. carambolae ainda ocorre e continua restrita ao Estado do Amapá, fato que resultou na sua caracterização como praga quarentenária A2. Essa designação foi adotada porque a B. carambolae, por enquanto, pode ser enquadrada como uma praga que possui características classificadas como nociva e que, ao se dispersar para outras áreas nas quais ela não ocorre, pode causar grande impacto sócio-econômico e ambiental.

Na fase adulta, a mosca-da-carambola é identificada pelas seguintes características: os insetos têm de sete a oito milímetro de comprimento, a parte superior do tórax é de cor negra, o abdome é amarelado e marcado por listras negras que se encontram formando um “T”. A asa não tem faixa transversal; o mesonoto tem duas faixas longitudinais amarelas; o escutelo é amarelo.

As ações de prevenção e controle para evitar a disseminação da mosca-da-carambola são diversas e várias medidas devem ser tomadas preventivamente, de acordo com a Embrapa Amapá, que vem estudando o assunto desde a década de 1970.

Exemplificando, não transportar frutas hospedeiras de regiões infestadas para outras regiões dentro e fora do Estado do Amapá; coletar e enterrar frutas hospedeiras caídas no solo; tratamento químico do solo sob as plantas hospedeiras, visando à morte das pupas; em ações de manejo integrado, considerar que os métodos devem ser planejados e executados para atingir não somente a mosca-da-carambola, mas todo o grupo de moscas-das-frutas.

Uma outra alternativa que pode ser aplicada preventivamente e que possui status de tecnologia “ecologicamente correta” é o aprimorar os métodos de controle biológico com o parasitóide Diachasmimorpha longicaudata, utilizado até o momento.

Suspeitas de infestação de áreas pela mosca-da-carambola devem ser ainda informadas aos órgãos oficiais, tais como Superintendência Federal de Agricultura, Embrapa, Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Amapá e Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá.

A Embrapa Amapá considera ainda que são fundamentais ações de difusão de informações a técnicos e produtores, tais como cursos, palestras, treinamentos e publicações técnicas diversas.