Da germinação à colheita, a cultura da soja está sujeita a ataques de insetos, ácaros e outros organismos que podem causar danos econômicos e diminuir o rendimento da lavoura. Para orientar o produtor no combate às pragas, em artigo publicado, a Fundação MS aponta uma série de medidas que devem ser tomadas para um controle eficiente.
Para identificar as pragas, o produtor deve fazer amostragens semanais da lavoura ou da vistoria da palhada, com avaliação de 10 pontos de amostragem (1m² cada) para cada 100 hectares. As medidas de controle devem ser adotadas apenas onde as pragas estiverem ameaçando a rentabilidade por causar danos econômicos. Quando o controle for necessário, o produtor deve aplicar a menor quantidade efetiva de pesticida usando um equipamento corretamente calibrado.
Segundo a Fundação MS, as pragas de solo que exigem cuidado no início da safra são a lagarta-rosca, a lagarta elasmo, os “cascudinhos”, o percevejo-castanho-da-raiz, os corós, a cochonilha rosada e o piolho-de-cobra. Enquanto outras pragas, como a lagarta da soja, a lagarta falsa-medideira, a lagarta enroladeira, a lagarta cabeça-de-fósforo, as vaquinhas, os cascudinhos metálicos, as lesmas, o “bicudinho”, o grilo e o gafanhoto, dentre outras, podem causar desfolha no desenvolvimento da cultura. Existem ainda alguns insetos que podem danificar brotações, hastes ou ponteiros da planta e outras pragas que danificam as vagens e as sementes.
Para realizar um manejo satisfatório, é essencial que o produtor conheça o impacto dos insetos no desenvolvimento e na produção da cultura. Duas perguntas devem ser feitas: como o inseto causa danos às plantas de soja e como a planta responde a esse dano? A resposta está na distinção dos diferentes tipos de insetos e no estudo do impacto fisiológico do dano. É importante que o produtor leve em consideração ainda questões relacionadas ao ambiente onde a lavoura está inserida, à parte atacada da planta e à fase de desenvolvimento em que ocorre o dano.