Práticas conservacionistas evitam erosão

Cuidados como a adoção do plantio direto ou do cultivo mínimo podem evitar problemas com o solo no agreste sergipano

Kamila Pitombeira
Manejo

A erosão hídrica é um problema que pode afetar bastante a agricultura, principalmente em regiões onde chove intensamente, como é o caso do Agreste sergipano, onde se iniciou a cultura do milho, que já sofre com o problema. Segundo Inácio de Barros, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, quando se faz um preparo intensivo do solo, com bastante uso de arado e grade, quebra-se um pouco a estrutura desse solo.

|BARRA_AUDIO|

Esse problema, aliado a chuvas fortes que costumam acontecer na região do Agreste, faz com que partículas de solo se diluam na água das chuvas, provocando a erosão. Para evitar que isso ocorra, existem algumas medidas que podem ser tomadas pelos produtores rurais, como o plantio direto e o cultivo mínimo, que adota características do cultivo convencional e do plantio direto.

— Quando ocorre a erosão, tira-se a camada superficial, que é a camada mais fértil do solo, onde existe a matéria orgânica, expondo-se assim as camadas mais profundas que, geralmente, são menos férteis. Em situações onde existem rios, ocorre ainda o assoreamento desses rios — afirma o pesquisador.

Para evitar que esse problema ocorra, Barros diz que existem algumas práticas conservacionistas do solo. Entre essas práticas pode-se usar esquemas de plantio, como o plantio direto, por exemplo.

— Nesse caso, não se realiza nenhum tipo de trabalho pesado do solo e planta-se direto em cima de uma cobertura vegetal morta, o que conserva bastante o solo e evita a erosão — explica ele.

Outra técnica citada pelo pesquisador é o cultivo mínimo, onde o preparo é minimalista e também tem mostrado bons resultados quando o assunto é a conservação e manutenção do solo. No entanto, existem ainda outros fatores que devem ser levados em consideração pelo produtor rural.

— O produtor deve buscar sempre aconselhamento técnico para poder preparar no momento certo e evitar qualquer tipo de manejo errado desse solo — orienta ele.

Já quando o assunto é o impacto que a erosão pode causar na milhocultura, Barros explica que a cultura do milho é ainda nova no agreste sergipano. Portanto, os impactos da erosão hídrica ainda estão sendo medidos e não há como saber em quanto eles afetam a produção.
  
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Tabuleiros Costeiros através do número (79) 4009-1300.

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 09/08/2011