Prevenção de surtos de cenurose no rebanho ovino

Da família das tênias, o parasita Taenia multiceps (sin. Multiceps multiceps) pode causar a doença popularmente conhecida como cenuro. O parasita no estádio larval (Coenurus cerebralis) tem os ovinos como hospedeiro intermediário e os cães como hospedeiro definitivo. A contaminação se dá quando cães parasitados pela tênia (T. multiceps) defecam no pasto e soltam ovos que são ingeridos pelo ovino. O ovo libera então no intestino do animal a forma de infecção da doença que ganha a circulação sanguínea ou linfática e atinge o cérebro.

Redação
Manejo

Da família das tênias, o parasita Taenia multiceps (sin. Multiceps multiceps) pode causar a doença popularmente conhecida como cenuro. O parasita no estádio larval (Coenurus cerebralis)tem os ovinos como hospedeiro intermediário e os cães como hospedeiro definitivo.   
 
A contaminação se dá quando cães parasitados pela tênia (T. multiceps) defecam no pasto e soltam ovos que são ingeridos pelo ovino. O ovo libera então no intestino do animal a forma de infecção da doença que ganha a circulação sanguínea ou linfática e atinge o cérebro.
 
Então, na fase larval da cenurose, é amadurecido um cisto ao longo de oito meses, período em que surgem os sintomas clínicos em ovinos, tais como andar em círculos, distúrbios visuais, alteração na postura, potencialização da sensibilidade aos estímulos (hiperestesia) ou paralisia dos membros posteriores (paraplegia).
 
Em ovinos, a doença pode levar à morte com o agravamento do quadro clínico, uma vez que para a maioria dos casos não existe tratamento.
 
A cenurose completa seu ciclo, quando os cães da fazenda ingerem o cisto em carne e vísceras cruas ou na carcaça do ovino morto. Daí, ocorre a reinfestação do cão e o parasita T. multiceps completa seu ciclo no intestino, sendo novamente os ovos expelidos nas fezes. 
  
A Embrapa Pecuária Sul recomenda uma série de medidas para controle de cenurose, tais como evitar a presença de cães, que não sejam de serviço, nas áreas de pastejo do rebanho, o que evita a contaminação do pasto pelas fezes contendo o parasita.
 
Além disso, não se deve oferecer carne ou vísceras mal cozidas ou cruas aos cães, o que interromperá o ciclo biológico do parasita; não se pode deixar os cães terem acesso às carcaças dos animais que morrem no campo; e é preciso queimar ou enterrar as carcaças de ovinos.
 
O aspecto importante para o controle da doença é também manter todos os cães da propriedade, especialmente os de serviço, sempre tratados preventivamente a cada três meses com vermífugos anti-helmíntico à base de praziquantel, pamoato de pirantel, pamoato de oxantel, febendazole ou nitroscanato.
 
Para ovinos que apresentam sintomas de cenurose, a Embrapa Pecuária Sul observa que os animais devem ser encaminhados para abate, pois não há condenação da carne, que poderá ser consumida por humanos desde que bem cozida.
 
Um outro detalhe importante é que os ovinos não transmitem a cenurose para os outros ovinos.