Prevenção é melhor medida contra pragas

Bicho-mineiro, broca-do-café e cigarras, principais problemas dos cafeeiros, devem ser monitoradas, evitando prejuízos de até 52%

Kamila Pitombeira
Sanidade Vegetal

As principais pragas do cafeeiro, como o bicho-mineiro, a broca-do-café e as cigarras, são responsáveis, muitas vezes, por perdas significativas de até metade da produção. Segundo Julio César de Souza, doutor em agronomia e pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), a melhor medida contra o problema é a prevenção através do monitoramento do cafeeiro.

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Esse tema foi abordado no Dia de Campo Cafeicultura de Montanha, no dia 14 de abril, no município de Machado (MG) e, de acordo com o pesquisador, os produtores podem identificar essas pragas no campo facilmente.

– Já existem muitos resultados de pesquisas difundidos pela EPAMIG, Embrapa e outros órgãos. Além disso, existem as orientações técnicas recebidas pelas cooperativas de café, consultores particulares e pela assistência técnica oficial, nesse caso, a EMATER-MG – afirma Julio César.

Ele diz ainda que o sul de Minas é uma região de clima ameno. Nesse caso, as infestações são menores e, segundo ele, o produtor consegue determinar o índice de infestação ao fazer o monitoramento da praga do campo no período seco do ano.  Já o controle simultâneo da ferrugem e bicho-mineiro, deve ser feito preventivamente em novembro do ano anterior. Com isso, o produtor consegue passar todo o ano seguinte sem infestação das pragas.

– No caso da broca-do-café, o cafeicultor deve fazer o monitoramento e, se o índice de infestação for de 13% ou mais, deverá fazer a pulverização com inseticida. Já o controle da cigarra é feito com aplicação de inseticida sistêmico no solo – explica o doutor.

Ele orienta que esse monitoramento deve ser feito também em novembro, após a emergência das pragas adultas. Nesse caso, se for constatado um índice de 15 ninfas por cova, o produtor fará a aplicação de um inseticida sistêmico específico para esse controle.

– O controle da cigarra visa então o controle de suas ninfas no solo. Os adultos não são controlados – enfatiza.

O bicho-mineiro, como explica Julio César, provoca a queda das folhas minadas, o que causa uma perda de produtividade de até 52%. A broca-do-café causa prejuízos na qualidade, já que as sementes são perfuradas, e na quantidade. Já as cigarras, que sugam as raízes, fazem com que os cafeeiros enfraqueçam, causando assim baixíssima produtividade.

Para mais informações sobre as principais pragas do cafeeiro, basta entrar em contato com a EPAMIG através do número (31) 3489-5000.