Dia 08 de janeiro, a pesquisadora da Fundação Chapadão Alexandra Botelho, confirmou o primeiro foco de ferrugem asiática na cultura da soja na safra 2015/16, ocorrida no município de Chapadão do Sul, MS. Segundo a pesquisadora, responsável pelo laboratório de diagnose da Fundação Chapadão, a folha com ferrugem foi enviada pelo consultor Isandro Salbego da revenda Agromano. Segundo o consultor, a cultivar é NA 7237, estando no estágio R 5.4 (fase final de enchimento de grãos). Na área do foco o produtor já havia efetivado duas aplicações com fungicida específico para o controle da ferrugem.
O diretor e pesquisador da Fundação Edson Borges, vinha alertando aos produtores quanto a esta possível ocorrência, uma vez que vários focos já haviam sendo registrado em Rio Verde, GO, Carpo Verde e Primavera do Leste, MT e Chapadão do Sul, MS, além de as condições de clima (umidade e temperatura) estavam propícias ao desenvolvimento da doença, e o vento soprando da região dos focos para nossa região.
O pesquisador alerta que doravante os produtores devem continuar procedendo ao monitoramento e as aplicações nas áreas até então programadas, e nos talhões em que a soja estiver na fase de R1 há necessidade de proceder às aplicações, e nas áreas em que a soja estiver na fase vegetativa há necessidade de intensificar o monitoramento para tomada de decisão quanto à necessidade de aplicação e qual produto a ser aplicado. Outra prática que deve ser adotada pelo produtor e o manejo antirresistência que compreende as ações que foram definidas pelo Consórcio Antiferrugem, as quais são:
• Usar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos;
• Não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e utilizar no máximo duas aplicações dos produtos contendo SDHI por cultivo;
• Fazer uso de produtos protetores em associação;
• Evitar aplicações em alta pressão de doença e de forma curativa. Incluindo assim todos os métodos de controle de doenças, dentro do programa de manejo integrado, esclarece Borges.