O pinhão manso, espécie encontrada de norte a sul do Brasil, será pesquisado pela primeira vez na Embrapa Agroenergia devido ao seu potencial para a produção do biodisel. O estudo será feito por uma rede de mais de 80 pesquisadores e com 120 atividades de pesquisa que serão desenvolvidas em instituições, unidades da Embrapa e universidades.
Segundo o pesquisador Buno Laviola, o objetivo do projeto é desenvolver uma tecnologia de produção em pinhão manso para viabilizar essa oleagionosa como matéria-prima para o biodisel e ainda domesticar a espécie que está espalhada no território nacional e é suscetível a pragas e doenças.
A espécie apresenta uma produtividade em torno de 1.500 litros de oléo por hectare, três vezes mais que a soja, que produz aproximadamente 500 litros de oléo. Porém, o potencial do pinhão manso ainda não foi comprovado pela pesquisa.
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" O pinhão manso produz três vezes mais que a soja"
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— São muitos os desafios para produzir biodisel através do pinhão manso. Primeiro é preciso desenvolver conhecimento para ter uma melhor previsão do comportamento dessa oleaginosa em sistemas produtivos. A espécie apresenta toxidez nos seus grãos e, sendo assim, a torta resultante da extração do oléo não pode ser utilizada na nutrição animal. Por isso, será importante criar processos de destoxicação. Existe ainda a necessidade de desenvolever cultivares adaptadas às regiões produtoras para que depois possa ser explorada de forma sustentável — explica o pesquisador.
