Produção de borbulhas cítricas em ambiente protegido é regulamentada por lei

Utilização de borbulhas certificadas é a garantia de que a muda produzida pelos viveiristas realmente é da variedade desejada, além de estar livre de vírus, viroides e bactérias tão prejudiciais ao rendimento do pomar

EBDA
Manejo

A produção de Borbulhas Cítricas em ambiente protegido, regulamentada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é uma vantagem para os produtores que passam a dispor de mudas de qualidade reconhecida para formação de novos pomares. A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), responsável pela assistência técnica a viveiristas do estado, orienta o uso de borbulhas oriundas de plantas matrizes, de origem reconhecida, produzidas em viveiros telados, uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Esta tecnologia já é hoje realizada pela EBDA e permite, principalmente, o controle genético e fitossanitário das plantas matrizes. “A utilização de borbulhas certificadas é a garantia de que a muda produzida pelos viveiristas realmente é da variedade desejada, além de estar livre de vírus, viroides e bactérias tão prejudiciais ao rendimento do pomar”, assegura o engenheiro agrônomo da EBDA e coordenador das ações da citricultura, Nilton Caldas.

A partir do mês de abril, a EBDA, em parceria com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), e setor privado, promoverá capacitações para viveiristas nas principais regiões produtoras de citros. “A EBDA possui sete borbulheiras cítricas, localizadas nos principais pólos citrícolas do estado, que atendem aos agricultores familiares viveiristas, disponibilizando material de qualidade e difundindo novas tecnologias do sistema de cultivo, através de capacitações técnicas para viveiristas”, afirma o presidente da EBDA, Elionaldo de Faro Teles.

O responsável técnico pelas borbulheiras de Rio Real, Antônio José de Almeida, ressalta que as borbulhas protegidas de pragas e de doenças contribuem para o desenvolvimento de pomares mais sadios, com a garantia de mudas livres de contaminação, proporcionando o aumento da produção e da produtividade citrícola, na Bahia. Segundo o técnico, esta ação promove o desenvolvimento sócio-econômico das pessoas ligadas à citricultura, já que as borbulhas disponibilizadas pela empresa têm alto desempenho em produtividade, qualidade da fruta, e são livres de doenças.

A proposta da empresa é atender aos agricultores familiares viveiristas, produtores de mudas cítricas do Estado da Bahia, de acordo com as normas exigidas pelo MAPA. “As borbulhas produzidas são de boa qualidade; isso me faz ter preferência por elas”, relata o viveirista Florisvaldo de Araújo Moreira, de Rio Real. Florisvaldo utiliza todo o material da EBDA e consegue produzir 30 mil mudas/ano, com um rendimento de R$30 mil/ano.

Trabalhando há 29 anos com mudas, na comunidade de Várzea Comprida, em Rio Real, em sua propriedade de quatro hectares, a história de Florisvaldo é um exemplo de como a borbulha, de qualidade, influencia na produção das mudas e dos pomares cítricos. “Eu faço questão de utilizar novas tecnologias para aumentar a produtividade. Por isso, com a nova determinação do MAPA, acredito que vou manter as vendas das mudas que produzo. Aqui, na região, já tenho clientes certos”, diz o viveirista.

A estrutura que a EBDA, atualmente, tem capacidade para a produção de 4,2 milhões de borbulhas/ano, e estão distribuídas nas seguintes localidades: no Território do Recôncavo, em Santo Antônio de Jesus e Conceição do Almeida; no Território do Agreste Baiano/Litoral Norte, no município de Rio Real, no Mercado do Produtor e na Escola Família Agrícola; e, no município de Itapicuru, na Comunidade Catuzinho.

Dentre as variedades disponíveis, estão as laranjas Pêra D6, D9, Baianinha, Baía, Lima, Pineapple, Salustiana, Natal, Valência Tuxpam, Cara Cara, Lima Ácida “Tahiti”; Tangerinas Mexicana, Ponkan e Murkote, Lima da Pérsia e Tangelo Page.