O plantio de guandu intercalado com a mandioca beneficiou a leguminosa, quando utilizado metade de adubação química (conjugado). A verificação feita pela Embrapa Roraima, no Campo Experimental Água Boa, foi em área de cerrado de primeiro cultivo.
Para as próximas colheitas, a expectativa é de que haja melhoria na produtividade das raízes de do tubérculo, em decorrência do cultivo prévio do guandu e da adubação residual. Já o sistema de plantio convencional apresentou produtividade superior de raízes.
Foram plantadas a mandioca brava, utilizada para a fabricação de farinha e fécula, e a mandioca mansa ou macaxeira, que serve ao consumo de mesa ou ração para animais. O que diferencia uma da outra é o teor de ácido cianídrico acima ou abaixo de 100 miligramas por quilo.
Dos 26,5 milhões de toneladas produzidos no ano de 2007 na mandiocultura brasileira, o Estado de Roraima contribuiu com pouco mais de 77 mil toneladas, produzidos em quase seis mil hectares. Os agrônomos responsáveis pela pesquisa apontam que, em geral, esse cultivo é feito em área de floresta.
Eles mostram que a tendência é de que a cultura seja ampliada em área de cerrado, com o uso de mais insumos e mecanização. Para uma agricultura baseada em moldes sustentável, foram testadas a influência da participação do guandu no plantio.
Os pesquisadores explicam que o delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições e com cinco tratamentos diferentes, pesquisando de insumos químicos sem guandu à conjugação do tratamento convencional ou orgânico com guandu intercalado à mandioca/macaxeira.
Os resultados foram baseados na altura da planta, número de raízes e produtividade média de raízes da mandioca brava ou da macaxeira. Também da altura da planta e produtividade de matéria fresca de guandu, em função da aplicação de insumos orgânicos ou químicos e das formas de associação com a leguminosa em cerrado de Roraima.