Aumento na produção de matéria seca do milho, esta foi um dos resultados do uso da mistura de 25% de zeólita com a uréia. Segundo pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), e do Centro de Tecnologias Minerais (CETEM), do Rio de Janeiro, também se obteve uma melhor utilização do nitrogênio nas doses mais elevadas de fertilizante, indicado pelos maiores teores foliares do nutriente.
A pesquisa avaliou o efeito da mistura de zeólita à uréia na adubação em cobertura do milho para silagem sobre a produção de matéria seca e os teores de nitrogênio na folha. Pois, o que se observa é que um dos principais fatores responsáveis pela baixa eficiência da uréia aplicada na superfície do solo é a perda de nitrogênio por volatilização de amônia para a atmosfera.
Uma das formas de diminuir as perdas de nitrogênio é por meio da utilização de zeólitas como aditivo aos fertilizantes. Esses são minerais aluminossilicatos cristalinos hidratados de metais alcalinos ou alcalino-terrosos, com alta capacidade de troca de cátions, de retenção de água livre nos canais e de habilidade de adsorsão.
Coletada em Tocantins, na bacia do Parnaíba, foram utilizadas duas formas do mineral, natural (470 gramas por quilogramas de estilbita) e concentrado (650 gramas por quilogramas de estilbita). A área do experimento foi em São Carlos, clima tropical e latossolo vermelho distrófico típico, de textura média, em que foi plantado milho (Zea mays L.), da variedade C577 (híbrido simples, de ciclo precoce), no sistema de Plantio Direto e com irrigação por aspersão.
Os tratamentos com doses de nitrogênio, na forma de uréia, e zeólita foram aplicados na adubação em cobertura aos 60 dias após o plantio.
Uma das preocupações apontadas pela pesquisa é o custo do mineral na agricultura para o produtor, visto não existir rotina de exploração de zeólitas naturais no Brasil. Saiba mais sobre os efeitos benéficos da utilização de zeólita com uréia, acessando o arquivo em anexo.