A Embrapa Pecuária Sudeste de São Carlos (SP) e o Centro de Tecnologias Minerais do Rio de Janeiro avaliaram o efeito da mistura de zeólita à uréia na adubação nitrogenada da aveia sobre a produção de matéria seca, extração e utilização de nitrogênio.
De acordo com a pesquisa, os melhores resultados de produção de matéria seca da aveia (Avena sativa L.) cv. São Carlos foram obtidos a dose de 200 miligramas por quilograma de nitrogênio em mistura com 59,8% de zeólita concentrada (650 gramas por quilograma de estilbita). Já a melhor eficiência de uso foi alcançada com o uso das doses mais baixas de nitrogênio da uréia.
Por serem minerais alumino-silicatos cristalinos hidratados de metais alcalinos ou alcalinos-terrosos, as zeólitas naturalmente possuem alta capacidade de troca de cátions, de retenção de água livre nos canais, e habilidade na adsorsão, importantes na agricultura. Em outras pesquisas, o uso de zeólitas obteve sucesso na produtividade de Brachiaria decumbens, cana-de-açúcar, arroz e tomate.
Os pesquisadores, Alberto de Campos Bernardi, Paulo Renato Perdigão Paiva e Marisa Bezerra de Mello Monte explicam que a perda de nitrogênio por volatilização de amônia para a atmosfera é um dos principais fatores responsáveis pela baixa eficiência da uréia aplicada sobre a superfície do solo. Esta evaporação pode chegar a até 80 % do nitrogênio aplicado.
Para reduzir este tipo de perda, é preciso incorporar uréia, adição de ácidos e sais de potássio, cálcio e magnésio, alteração na granulometria, ou tornando-a de liberação lenta, ou utilizando as zeólitas como aditivos aos fertilizantes para controlar a retenção e liberação de amônia. Leia mais sobre este estudo, acessando o arquivo em anexo.