Produção de plantas jovens da Amburana cearensis

A tuberosidade da raiz constitui-se numa estratégia adaptativa, conferindo à planta um alto poder de rebrotamento, em caso de danos à parte aérea

Margareth Santos
Meio Ambiente

Pesquisa interdisciplinar, desenvolvida com enfoques químico, agronômico e farmacológico, coordenado pela Embrapa Semiárido, propôs a substituição de planta adulta silvestre da Amburana cearensis – imburana – por plantas jovens. O cultivo, sob forma controlada, será realizado de modo a conciliar a preservação da espécie e seu uso comercial e farmacêutico. A produção de mudas pode também ser usada no reflorestamento de áreas degradadas.

Sementes de imburana foram cultivadas diretamente em quatro canteiros de 1,20 metro x 10,00 metros cada, na Universidade Federal do Ceará. Cada parcela constituiu-se de seis fileiras regularmente espaçadas em 20 centímetros, com densidade de semeadura de 50 sementes por fileira. Depois do desbaste, efetuado 45 dias após a semeadura, preservaram-se 20 plantas por parcela. Os tratamentos, representados por oito épocas de colheita (de dois a nove meses pós-semeadura), foram distribuídos aleatoriamente segundo delineamento de blocos ao acaso com quatro repetições.

Em cada época, computou-se, na parcela útil, as variáveis: massa fresca e rendimento do extrato etanólico da parte aérea e raízes. Altura, comprimento da raiz e diâmetro maior do xilopódio foram determinados em uma amostra de dez plantas por parcela. Foram realizadas duas capinas manuais (45 e 70 dias) e irrigação por microaspersão, exceto em dias chuvosos. As partes aéreas foram manualmente separadas dos respectivos xilopódios.

As plântulas da espécie desenvolvem hipertrofia subterrânea – xilopódio – que contribui para a reserva de água e nutrientes necessários ao seu desenvolvimento nos primeiros anos de vida. Isso confirma que a tuberosidade da raiz constitui-se numa estratégia adaptativa, conferindo à planta um alto poder de rebrotamento, em caso de danos à parte aérea. O xilopódio é carnoso, napiforme e de coloração vermelha ou amarela parda. O caule jovem é cilíndrico, verde-escuro, com densa pilosidade esbranquiçada e provido de folhas alternas, imparipenadas e pecioladas.


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