Produção de uva Isabel para processamento nos sistema GDC

O sistema GDC é uma opção opção viável ao apresentar um menor custo de instalação e menor demanda de mão-de-obra para o manejo das plantas

Aline Jesus
Tratos Culturais

O sistema Geneva Dupla Cortina (GDC) é pouco usado no Sul do Brasil, principal região produtora de uvas para processamento. Nesta região, o que predomina é o sistema latada, justamente onde a cultivar Isabel pode alcançar produtividade acima de 35 mil quilos por hectare a partir da poda mista, em um ciclo anual.

Para melhor compreensão do que é o sistema GDC, a Embrapa Uvas e Vinho explica que a sigla faz referência à aparência da vegetação descendente formada a partir dos dois arames de sustentação. Entre suas características, destacam-se: aumento da exposição foliar à luz, possibilidade de realizar a poda e a colheita com máquinas, em comparação com o sistema latada o GDC demanda menos investimento e mão-de-obra para o manejo das plantas.

Na região tropical, a viticultura  para processamento adota um sistema de produção parecido com a cultivar Niágara Rosada, resultando em custo de produção maior do que na Região Sul. Entre os fatores mais importantes deste aumento destacam-se a maior demanda por fungicidas no controle de doenças fúngicas e maior demanda por adubos orgânicos e fertilizantes químicos devido à baixa fertilidade do solo. Para os estudiosos, uma alternativa é baixar o custo de investimento na infra-estrutura do vinhedo e os custos operacionais. É neste contexto que o sistema GDC se torna uma opção opção viável ao apresentar um menor custo de instalação e menor demanda de mão-de-obra para o manejo das plantas.

Em experimentos da Embrapa Uva e Vinhos, a cultivar Isabel foi testada pelo sistema GDC enxertada sobre os porta-enxertos IAC 766, com média de produtividade de 26.135 quilos por hectare, e 22.318 quilos por hectare no IAC5 72.