Utilizado para produção de uvas, o sistema de condução Scott Henry tem duas copas, uma conduzida de forma descendente, em direção ao solo, e a outra ascendente. O sistema tem o objetivo de melhorar a produção e a qualidade dos frutos, além de possuir semelhança com uma espaldeira, sendo ideal para podas longas.
Os pesquisadores recomendam que no sistema original, o produtor deixe quatro ramos a partir do tronco, sendo que dois serão conduzidos em direções opostas no primeiro fio de arame e os outros dois, em direção oposta, no segundo arame. O sistema ideal para colheita mecânica é aquele cuja vegetação surge dos braços ou cordões do primeiro arame, de forma descendente, e a do segundo arame é conduzida de forma ascendente, grampeando-se os ramos nos arames superiores.
A Embrapa Uva e Vinho com a Prefeitura Municipal de Campina Verde (MG) e a empresa Vinosul, implantou em 2002 uma área de cultivar Isabel, no sistema Scott Henry. O objetivo do experimento foi avaliar o potencial de produção sobre os porta-enxertos IAC 766 - Campinas e IAC 572 – Jales. Os pesquisadores optaram formar dois braços, no lugar de quatro braços a partir da mesma planta. A experiência foi feita de modo que as plantas ímpares fosse conduzidas no segundo arame para formar a vegetação ascendente e as pares, conduzidas no primeiro arame, formando a vegetação ascendente. O teto da produtividade no sistema vertical é elevado pela produção nas duas copas.
Embora o sistema Scott Henry tenha sido testado somente para a cultivar Isabel em região tropical, os pesquisadores recomendam que ele seja utilizado para outras cultivares como: Isabel Precoce, Concord, Concord Clone 30, BRS Cora e BRS Violeta. Somente para cultivares que têm hábito de crescimento semi-ereto ou ereto, como a BRS Lorena e Margot que o sistema não é recomendável.
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