Implantar o sistema de produção integrada nas plantações de morango ainda é um desafio para os agricultores da região sul de Minas Gerais. Para tirar dúvidas e levar informações ao produtor rural, o 3° Seminário do Morango de Pouso Alegre ocorre no dia 5 de novembro e mostra a viabilidade econômica do método de cultivo considerado ecologicamente correto. As temáticas do encontro vão da fertirrigação ao controle de doenças nos morangueiros. Tudo com o objetivo de aplicar as boas práticas agrícolas.
Um dos organizadores do seminário é o pesquisador Mário Sérgio Carvalho Dias, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Ele informa que profissionais das ciências agrárias ministram palestras durante o evento. Do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Inconfidentes, Luiz Carlos Rocha traz técnicas de boas práticas agrícolas que permitem a redução do uso de agrotóxicos.
Já a fertirrigação é o tema da exposição do engenheiro agrônomo Ronaldo Herculano, da Ceres-Agro. Consideradas por Mário Sérgio como informações valiosas, a quantidade de adubo necessário e a montagem de equipamentos estão entre as dúvidas a serem esclarecidas. E sobre a rastreabilidade do morango, o representante da Procampo, Amaury Passos, mostra como é possível fazer um histórico da produção, desde o plantio das mudas até a comercialização do morango.
— É a rastreabilidade que garante ao produtor a obtenção do selo de produção integrada – garante Mário, comentando ainda que, atualmente, Minas Gerais é responsável por 33% da produção nacional de morango, mas não possui propriedades com a certificação de produção integrada. Em Pouso Alegre e na região sul, os produtores querem mudar a situação. E daqui a dois anos, muitos deles poderão atingir seu objetivo.
Responsável por apresentar o panorama geral da produção integrada na região sul mineira e em outras áreas em sua palestra, Mário Sérgio destaca ainda a apresentação feita pelo pesquisador Marcelo Morandi, da Embrapa Meio Ambiente, sobre o mofo cinzento, doença causada por fungo que ataca os frutos e tem gerado prejuízos aos agricultores. Na palestra, vai ser apresentada uma nova metodologia de controle biológico. Ao invés de produtos químicos que agridem o meio ambiente, outra espécie de fungo entra em ação para conter o transmissor da moléstia.