As primeiras mudas de uma batata-doce mais nutritiva devem chegar às mãos do produtores em outubro deste ano. De origem norte-americana, a Beuregard é a próxima recomendação do Programa Internacional de Biofortificação, liderado pela Embrapa no Brasil. Com produtividade entre 23 e 30 toneladas, de raiz comercial por hectare, e riquíssima em betacaroteno, a cultivar supera a propriedade também encontrada na cenoura Brasília, atingindo 115 miligramas de pró-vitamina A por quilograma.
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Engenheiro Agrônomo e analista da Embrapa Hortaliças, Werito Fernandes, afirma que a substância é responsável por diversas funções do organismo, é fundamental para crianças e gestantes e está bastante associada à visão. Seguindo o procedimento legal, o material chegou ao país juntamente com outras 45 variedades por meio do Centro Internacional de La Papa (CIP), localizado no Peru.
— Inicialmente, foram feitos testes a campo para avaliar a capacidade de adaptação às condições brasileiras. Observamos os materiais durante dois anos para identificar o mais interessante. Na segunda etapa, foram realizadas análises sensoriais junto aos consumidores para ver quais os materiais que mais agradavam o paladar do brasileiros. E finalmente, durante a validação, conduzida com plantios em áreas de agricultores do Distrito Federal, Piauí, Bahia, Maranhão, Sergipe e várias outros locais, atributos como cor de raiz, cor da polpa e teor de vitamina A, identificaram o melhor desempenho da batata Beuregard — revela.
Devido ao baixo teor da vitamina A encontrado na maior parte das raízes consumidas atualmente, Fernandes reitera as vantagens nutricionais da cultivar. De acordo com ele, o consumo de 30 a 50 gramas dessa batata-doce são suficientes para suprir as necessidades diárias do nutriente.
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