Produtividade e eficiência do uso de nitrogênio pelo arroz irrigado

Experimento repetido por dois anos sobre resposta e eficiência de uso de nitrogênio por 12 genótipos de arroz irrigado indica efeito significativo e quadrático na produtividade de grãos à aplicação de nitrogênio.

Redação
Adubação

Em experimento repetido por dois anos sobre a resposta e a eficiência de uso de nitrogênio por 12 genótipos de arroz irrigado, foi constatado o efeito significativo e quadrático na produtividade de grãos à aplicação de nitrogênio. Já a eficiência do uso de nitrogênio variou de acordo com os genótipos.

Esses foram os resultados de experimento conduzido pela Embrapa Arroz e Feijão na Fazenda Palmital, em Goianira (GO), com os genótipos: CNAi 8859, CNAi 8860, BRS Fronteira, CNAi 8879, CNAi 8880, CNAi 8886, CNAi 8885, CNAi 8569, BRSGO Guará, BRS Alvorada, BRS Jaburu, BRS Biguá.

Esses materiais foram submetidos a cinco doses de nitrogênio, 0, 50, 100, 150, e 200 quilos por hectare, na forma ureia, 45% nitrogênio. Metade do nitrogênio foi aplicado no plantio e o restante 45 dias após plantio. Já a adubação básica foi de 120 quilos de fósforo por hectare e 120 quilos de potássio por hectare no sulco de plantio.

A produtividade de grãos dos genótipos variou de 3.778 a 5.557 quilos por hectare, no primeiro ano de cultivo, e de 3.252 a 4.578 quilos por hectare, no segundo ano. A maior produtividade média dos dois anos foi obtida com a cultivar BRSGO Guará, seguida pela BRS Alvorada. A cultivar BRS Jaburu teve a menor produtividade. Na média de dois anos, a cultivar BRSGO Guará produziu 33% mais que a BRS Jaburu. Isso significa que existe grande potencial de aumento da produtividade com a seleção de genótipos mais eficientes na absorção e utilização de nitrogênio. Considera-se ainda que a eficiência de recuperação de nitrogênio do arroz irrigado é, em média, de 29%, o que significa que grande parte de nitrogênio é perdida.