A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as Federações da Agricultura dos Estados de Goiás, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, que respondem por 70% da produção de soja do Brasil, firmaram um acordo com a empresa Monsanto do Brasil, para a suspensão “permanente e irrevogavelmente”, a partir da safra 2012/2013, da cobrança pela utilização da primeira geração da Soja RR1, tecnologia que torna as sementes resistentes aos herbicidas à base de glifosato.
Com base no entendimento acordado entre a CNA e a Monsanto, todos os produtores que aderirem individualmente ao acordo terão quitados seus débitos referentes ao uso desta tecnologia. Segundo o presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, o acordo vem em consonância com as atuais necessidades dos produtores de soja. "Ele permitirá uma economia ao setor produtivo nacional na casa de US$ 500 milhões", explica José Mário. A taxa pela tecnologia RR da Monsanto é de 2% sobre a produção comercializada ou sobre a aquisição de semente da variedade.
Conforme o “Comunicado Público”, assinado nesta quarta-feira (22/1) entre a CNA e a Monsanto, as entidades que participam desse entendimento concordam em trabalhar em conjunto “para viabilizar a aprovação de tecnologias que possam ser aplicadas no Brasil e que resultem na expansão das exportações brasileiras para mercados internacionais”. Também faz parte deste compromisso “observar e promover o desenvolvimento de tecnologias agrícolas voltadas à gestão responsável da produção agropecuária”.