Produtores do PR conhecem produção semi-hidropônica de morango

Emater PR
Manejo

Um grupo de vinte agricultores familiares de Astorga, PR, participou de uma excursão em Marialva para conhecer o cultivo semi-hidropônico de morango, no início deste mês. A iniciativa pretendeu mostrar aos produtores mais uma alternativa de diversificação da agricultura, como forma de incrementar a renda das pequenas propriedades.

Os agricultores visitaram a propriedade de Nelson Sussumo Tamura, na Estrada Perobinha que tem o acompanhamento do extensionista Nilson Zacarias Bernabé Ferreira. O morango é cultivado em um substrato colocado em bolsas, denominados “slabs”, e estas são dispostas sobre uma bancada. O sistema também é chamado de cultivo semi-hidropônico, já que as plantas recebem todos os nutrientes pela fertirrigação. Este tipo de produção já está presente em vários estados brasileiros, destacando-se o Rio Grande do Sul, onde teve inicio na década de 90.

Nilson Ferreira informou que o sistema oferece inúmeras vantagens em relação ao cultivo tradicional, o que tem proporcionado rápida difusão entre os técnicos e gradual adoção pelos produtores da região. “Dentre as vantagens destaca-se o maior conforto para o agricultor que trabalha em pé. Como o cultivo é feito em ambiente protegido, evita-se também as perdas pela ocorrência de chuvas. Toda a nutrição é fornecida junto com a irrigação, propiciando um bom desenvolvimento da planta e a colheita de frutos de melhor qualidade. Além disso, há uma sensível redução na ocorrência de pragas e doenças, o que facilita o manejo, sem o uso de agrotóxicos”, observou o extesionista. Nelson Tamura informou aos produtores de Astorga qual o tipo mais adequado de estufa. Ele ressaltou a importância de uma plena ventilação do ambiente para ajudar a manter adequada a temperatura no interior da estufa.

Os agricultores também visitaram uma empresa que implanta estufas, fertirrigação e hidroponia em projetos de hortifruticultura.Os produtores que participaram da excursão participam dos programas PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e procuram diversificar suas propriedades para atender a demanda por frutas no município, já que a produção local é pequena e é atendida pela Ceasa de Maringá.

O Instituto Emater, com o apoio da Secretaria de Agricultura de Astorga, tem um projeto de incentivo à fruticultura que envolve famílias beneficiadas pelos programas Banco da Terra e Vila Rural. Ao todo 129 famílias que estão explorando a sericicultura e a olericultura, agora estão sendo incentivadas a investir na produção de frutas. Muitos desses produtores já passaram por cursos de capacitação na área de fruticultura, ministrados em parceria com o Senar e Sindicato Patronal Rural. As atividades estão sendo direcionadas para a implantação de banana, maracujá, goiaba, abacaxi e morango.