Programa do Leite garante aumento no valor do produto para agricultores familiares

Autorizado pelo governo federal, Alagoas vai pagar 2º maior valor do Nordeste por litro do produto

Seagri AL
Agricultura Familiar

O Grupo Gestor Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos Modalidade Especial Leite garantiu o aumento no valor do litro pago aos agricultores familiares que fornecem o produto. Os agricultores alagoanos, que recebem atualmente R$ 0,89 por cada litro, vão receber R$ 1,02.

O preço final do produto será R$ 1,54, tendo em vista que R$ 0,52 são pagos aos laticínios que captam, processam, embalam e levam o leite até os pontos de distribuição. O litro do leite de cabra não teve alteração e continua com o preço final de R$ 1,72.

A medida passa a valer a partir do dia 1º de março e faz parte da aditivação do convênio para o Programa do Leite entre a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Com o aumento, Alagoas vai pagar o segundo maior valor do litro do leite aos agricultores familiares, ficando atrás apenas da Paraíba, que vai pagar R$ 1,03 por litro. O Programa do Leite no Estado de Pernambuco vai pagar R$ 1,01, no Rio Grande do Norte vai pagar R$ 0,96, na Bahia, Ceará e Maranhão R$ 0,91 e em Minas Gerais vai pagar R$ 0,85 por litro ao agricultor.

“Com apoio do governador Teotonio Vilela, levamos o pleito dos agricultores ao governo federal, que autorizou o aumento. A medida atende a uma reivindicação do setor e fortalece os produtores familiares, que enfrentam dificuldades devido à estiagem prolongada”, frisou o secretário de Estado da Agricultura, José Marinho Júnior.

O presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, disse que a decisão chega em boa hora. “O reajuste vai minimizar as dificuldades em manter os pequenos produtores, que vinham sofrendo pressão de grandes laticínios de outros estados, no programa. O leite é importante para a vida do ser humano e para a economia do Estado. Trabalhamos envolvendo e sensibilizando produtores e laticínios nesse sentido”, afirmou Monteiro.