Para organizar a operacionalização do Programa de Gestão do Solo e Água em Microbacias na região Norte, lançado para o Paraná em 2012 e com a meta de instalação referencial de uma microbacia hidrográfica em cada um dos 399 municípios, estiveram reunidos esta semana, no CDT do Iapar de Londrina, técnicos, extensionistas e pesquisadores da Seab, Adapar - Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Emater e Iapar dos pólos regionais de Ivaiporã, Apucarana e Londrina.
"Para cumprir a meta estadual das 400 microbacias até final do Governo Beto Richa, sendo 150 neste ano de 2013, temos o diferencial que é a contribuição participativa dos produtores rurais, porque são eles é que vão determinar a realização ou não da microbacia no município, visto que este programa envolve parcerias interinstitucionais oficial e privada, sob a direção da Seab e coordenado pelo serviço estadual de extensão rural", destaca o engenheiro agrônomo extensionista Oromar João Bertol, da Emater.
O programa tem objetivo de aumentar a produção e a produtividades das atividades rurais, "produzindo mais e preservando o solo, a água e a biodiversidade", assegura Bertol para reforçar a tese de " confiar que o produtor rural queira uma agricultura sustentável, fazendo a parte dele, seja com plantio direto, adotando práticas conservacionistas na propriedade e outras procedimentos tecnológicas fundamentais de sustentabilidade econômica, social e ambiental para assim compor a base dos trabalhos do programa, negociada localmente. O importante de tudo isso é que o programa envolve projetos de nove secretarias estaduais, sendo na Seab os programas Microbacias e Prórural com o de Microbacias ressarcido nas realizações em vez da tradicional liberação antecipada de recursos financeiros".
O coordenador estadual Carlos Alberto Scotti, da Seab, deu seu posicionamento de que "só haverá recursos como consequencia se tiver trabalho realizado, decorrente dos planos participativos", e lembrou aos 27 participantes da reunião que os problemas da falta de preservação dos solos e das águas já foram enfrentados em décadas anteriores e voltam com a mesma intensidade no atual cenário produtivo. As mudanças esperadas passam pelo nivelamento do conhecimento, de como esse programa vai atuar, o papel de cada organização nos níveis locais e estadual, com a participação ativa do produtor rural, no esforço integrado de compor a gestão da agricultura de forma sustentável e foco nas microbacias de referência".