Programa recolhe embalagens de agrotóxicos

Projeto visa diminuir impactos dos resíduos sólidos na natureza provenientes da produção de tabaco

Kamila Pitombeira
Agrotóxicos

Quase toda a produção nacional de tabaco está concentrada na Região Sul do país. Levando em consideração que a área de produção de tabaco, por produtor rural, gira em torno de 2,5 hectares e que, para cada hectare, é utilizado em torno de 1kg de ingrediente ativo, a produção de tabaco pode estar entre as culturas comerciais que menos utiliza agrotóxicos. No entanto, um projeto que visa o recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos faz parte da rotina de todos os produtores de tabaco dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O projeto é responsável por diminuir os impactos dos resíduos sólidos na natureza.

Segundo Hélio Moura, gerente nacional de produção agrícola da Souza Cruz, o objetivo do programa é coordenar, estimular e apoiar o recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos tríplice lavadas em todas as áreas produtoras de tabaco onde a empresa atua, mesmo afirmando que a cultura do tabaco, entre as principais culturas comerciais, situa-se entre as mais baixas quanto à utilização de agrotóxicos.
 
— Para produção de 1 hectare de tabaco é utilizado 1,1kg de ingrediente ativo. No entanto, o Sinditabaco, Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco e a Colbrás coordenam o programa. Já a Souza Cruz, como empresa associada, participa do trabalho, juntamente com associações regionais de recolhimento de embalagens — conta o gerente.

Na prática, ele diz que são mapeados pontos de coleta, onde uma empresa contratada juntamente com os técnicos, marca dia e hora para a coleta. Os produtores recebem a comunicação do programa e se dirigem aos pontos de coleta conforme a agenda. As embalagens seguem, então, para empresas especializadas na reciclagem desse tipo de material, além de consórcios municipais e intermunicipais que trabalham com a destinação adequada desse tipo de resíduo.

— Para o meio ambiente, o projeto promove a eliminação dos impactos dos resíduos sólidos na natureza e minimiza o risco de contaminação dos ecossistemas no entorno das propriedades nas regiões produtoras de trabalhos onde atuamos — afirma o entrevistado.

Moura explica ainda que 100% das propriedades integradas na produção de tabaco participam do programa, que existe há mais de uma década e foi implantado antes mesmo da obrigação legal hoje vigente. Ele acrescenta ainda que mais 95% da produção de tabaco do Brasil está concentrada nos 3 estados do sul, sendo que a área média dos produtores de tabaco, usadas para produção de tabaco é de 2,5 hectares e área total é de 16,7 hectares. 

— Somente em 2010, programa recolheu mais de 474 mil embalagens no Rio Grande do Sul e 675 mil embalagens no Paraná, além de envolver todos os produtores integrados da cadeia produtiva, que são mais de 187mil. Nós apoiamos as associações regionais de recolhimento que detém as informações sobre os volumes recolhidos — diz.

Para o gerente, vale destacar ainda que nem todas as embalagens recolhidas são de produtos utilizados na cultura do tabaco. O programa contempla também embalagens de agroquímicos usados em outras culturas.
 
Para mais informações, basta entrar em contato com a Souza Cruz através do número 0800-723-2221.