Protocolos para extração do DNA-proviral e PCR do lentivírus caprino em sangue

Métodos de diagnóstico são importantes para identificar animais portadores da Artrite Encefalite Caprina , a AEC, para o controle efetivo dessa enfermidade

Embrapa
Doenças

A Artrite Encefalite Caprina (AEC), causada pelo lentivírus caprino (LVC), é uma enfermidade crônica, incurável e multissistêmica. A ocorrência da AEC em um rebanho caprino leva perdas econômicas consideráveis, inclusive a queda na produção de leite.

Para o controle efetivo dessa enfermidade, é importante que os métodos de diagnóstico identifiquem todos os animais portadores, visto que a AEC é, muitas vezes, assintomática e pode ser transmitida pelo contato direto entre os animais, além de apresentar várias outras vias de transmissão (ingestão de leite/colostro; secreções; instrumentos perfurantes contendo sangue de animais contaminados dentre outras). Dessa forma, a manutenção de animais falso-negativos no rebanho representa sérios problemas sanitários, dificultando o controle da doença.

Os teste diagnósticos podem ser divididos em dois tipos: os que detectam os anticorpos, por exemplo, o teste de imunodifusão em gel de ágar (IDGA) e o enzyme linked immunoassay (ELISA) e, os que detectam diretamente o agente, que são isolamento viral, a hibridização in situ e a reação de cadeia da polimerase (PCR).

Devido à confiabilidade e à facilidade na coleta das amostras, os testes para detecção de anticorpos anti-AEC, como o IDGA e o ELISA, permanecem sendo os mais utilizados. Como a infecção dos monócitos e macrófagos pelos letivírus é persistente e há a recorrente expressão dos genes virais estimulando o sistema imune há, normalmente, anticorpos circulantes no soro dos animais infectados.

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