Um inseto sugador da seiva do floema e que possui aparelho digestivo cuja função é reter os aminoácidos circulantes na seiva, eliminando o excesso de líquido rico em açúcares. Esta é mais uma praga que afeta a cultura do milho, popularmente conhecida como pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis). Estes insetos costumam formar colônias com indivíduos que medem de 0,9 a 2,6 milímetros e possuem coloração que varia entre amarelo-esverdeado e azul-esverdeado.
Em condições de clima tropical, a reprodução do pulgão-do-milho ocorre sem a presença dos indivíduos machos com as fêmeas, sendo as próprias fêmeas que dão origem a outras fêmeas (partenogênese telítoca). Outra particularidade é que o pulgão-do-milho não oviposita seus ovos (insetos vivíparos), ou seja, as ninfas já saem do corpo da mãe completamente formadas. Além disso, uma nova geração pode ocorrer a cada sete dias durante o verão.
Quanto às características biológicas, os pulgões são favorecidos por altas temperaturas e umidade relativa do ar. Caso ocorra estiagem e umidade baixa, as plantas não suportam o ataque e o aumento da concentração de fotoassimilados na seiva das plantas, favorecendo o desenvolvimento da praga. O pesquisador Ricardo Barros da Fundação MS explica que o pulgão-do-milho está relacionado a desequilíbrios biológicos, principalmente quando causados pelo uso irracional de inseticidas na fase inicial de desenvolvimento da cultura.
A Fundação MS mostra em seus artigos as condições em que o pulgão-do-milho causa prejuízos ao produtor:
- Baixa umidade do ar e temperaturas elevadas: nestas condições, a concentração dos aminoácidos e açúcares na seiva da planta umenta, acarretando a incidência de altas populações do inseto.
- Estiagem: nesta condição, os pulgões expelem o acúmulo uma substância açucarada sobre os estigmas (cabelos da espiga) impedindo assim a entrada dos grãos de pólen. O mesmo ocorre quando há infestação da praga próximo ao pendoamento, em que a substância açucarada pode aglutinar os grãos impedindo-os de se dispersar. Todos estes fatores causam falha na polinização e fecundação das espigas, acarretando prejuízos na formação de grãos. Além de tudo isso, o pulgão-do-milho é vetor de viroses, podendo transmitir o vírus do mosaico comum do milho.
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